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melhores histórias de amor

Mais um post de recomendações, desta vez inspirado pelo Book Depository:

A verdade é que, embora a lista do Book Depository seja muito boa, a imagem dos gatos apaixonados era demasiado boa para não aproveitar e fazer um post de recomendações também. Isso e estou a aproveitar a deixa romântica de Fevereiro para publicar, que já tinha isto nos rascunhos há meses. Confesso que alguns dos primeiros livros que me lembrei foram o Gone with the Wind e o A Room with a View, mas não quis repetir: portanto podem ver essas recomendações, entre outras, neste post.

Alguns destes livros figuram também da selecção original; mas esta é a minha selecção, com pequenas justificações do porquê de recomendar.



Começando pelos clássicos, pelos romances bonitos e agradáveis e, nalguns casos, com finais menos felizes.

Emma, de Jane Austen. Não quis mencionar o óbvio Orgulho e Preconceito, nem o também óbvio Sensibilidade e Bom Senso. O Emma inspirou o Clueless, que é um filme excelente com a Alicia Silverston…

René Goscinny. Au-delà du rire

Tive a oportunidade, quando em Paris, de ir a uma exposição sobre René Goscinny.

Diria que, em Portugal, Goscinny é maioritariamente conhecido pelo seu trabalho em Astérix, que criou juntamente com Albert Uderzo, e Lucky Luke, criado com Morris. O Musée d'Art et d'Histoire du Judaïsme decidiu homenagear o autor, pelos 40 anos da sua morte.
A vida do autor é fascinante - nasceu em 1926, em Paris, filho de imigrantes polacos judeus. Dois anos depois, a família mudou-se para Buenos Aires, devido ao emprego do pai de René, tendo assim a família escapado à II Guerra Mundial. René Goscinny dedicou-se desde muito cedo às ilustrações e, após alguns anos a trabalhar em escritórios de contabilidade para ajudar a sustentar a família (o pai morreu muito cedo), arranjou emprego na área. Mudou-se com a mãe para os Estados Unidos e, posteriormente, voltaram a Paris, em 1946.

René Goscinny escreveu várias séries de banda desenhada, todas elas de sucesso. Além de Astérix e Lucky Luke, há Le P…

O Senhor Ibrahim e as flores do Alcorão

A minha segunda incursão pela obra de Eric-Emmanuel Schmitt, depois de Milarepa.


Moisés é um menino judeu que vive com o pai, incapaz de demonstrar qualquer tipo de afecto por ele. A mãe dele abandonou-os, diz o pai - levando com ela Popol, o irmão mais velho de Moisés, que o pai adorava. São os anos 60, é Paris e vivem com pouco dinheiro. É Moisés quem faz as contas à casa e vai roubando qualquer coisa na loja do Senhor Ibrahim, velho árabe que dá o título ao livro.

Quando fiz onze anos parti o meu mealheiro e fui às putas.

O Senhor Ibrahim é o único árabe no meio dos judeus da Rue Bleue e da Rue de Paradis. E claro que sabe dos pequenos furtos, mas não diz nada; sorri sempre, apenas. E é com a ajuda de Brigitte Bardot que começam a falar, e surge uma grande amizade entre Moisés e Ibrahim. Moisés precisava de um pai, de uma figura parental, no fundo, de alguém que fosse presente e o orientasse na vida - e Ibrahim, velho e sem filhos, vivia sozinho com os ensinamentos do Corão.
É um l…

2018 | Janeiro

Decidi reorganizar o blog com um post mensal que irá resumir o que li, o que comprei e o que tenho de novo nas estantes.

Recebidos A Livro Horizonte teve a gentileza de me enviar Pássaro que Voa, de Claudio Hochman, um livro que versa sobre a temática das migrações. Já trabalhei em Direitos Humanos e estudo actualmente Relações Internacionais, portanto a relevância do tema é para mim enorme. Ilustrado por Carlota Madeira Lopes, uma menina de 11 anos!

Da Guerra e Paz, recebi O Que Fazer, de Nikolai Chernyshevsk (Tchernichévski, no português), um livro que estava na minha wishlist há anos, e que consta ter dado o ímpeto revolucionário a Lenin. Novamente, estudante de Relações Internacionais: que mais poderia querer?
Comprados Comprei Mulheres de Cinza, de Mia Couto, que tinha dito aqui ser uma das minhas apostas para a Feira do Livro de Lisboa. Estava a 50% no Continente, portanto achei que era uma deixa para poder começar a ler a trilogia mais cedo!

Comprei a série de livros do ursinho …

Bouquinistes de Paris

E se fosse possível comprar livros em património da UNESCO?

Dos dois lados do Seine, é possível encontrar 1000 caixas verdes, de dimensões reguladas, recheadas de livros usados e postais antigos: são as "lojas" dos 240 Bouquinistes de Paris (bouquin é gíria para "livro"). Há mesmo quem diga que o Seine é o único rio que corre no meio de uma livraria, e as caixas verdes são classificadas como Património da UNESCO desde 1991.
Os Bouquinistes podem ser encontrados perto de lugares icónicos da cidade, como o Musée du Louvre (na Rive Droite - da Pont Marie ao Quai du Louvre) ou a Cathédrale de Notre-Dame (como na foto acima! Embora fiquem na Rive Droite, entre o Quai de la Tournelle e o Quai Voltaire, e não na Île de la Cité), e fazem parte do cenário da cidade, sendo esta uma tradição que data do séc. XVI. No entanto, hoje, no meio dos livros, é hoje possível encontrar todo o tipo de tarecos turísticos (apesar da legislação que permite que apenas uma em quatro caixas …

Viagens na minha Terra

Li este livro em Novembro, para o projecto "Ler os Nossos", da Cláudia. Mas nunca é tarde para escrever a opinião, certo?

Este não é, de todo, um livro popular. Até à data, nunca vi quem tivesse gostado dele: por exemplo, a minha mãe sempre me tinha dito que não suportava os amores da Joaninha, a Sara leu pela mesma altura que eu e não gostou, e temos a célebre frase da Sandra no último encontro do Clube dos Clássicos Vivos, "cortem-me os pulsos já". No entanto, eu sou teimosa. Isso, e gostei do Frei Luís de Sousa (também sou a única pessoa que gostou, do que percebo); então decidi, aquando da minha estadia no estrangeiro, ler aquela que é uma das obras mais conhecidas e menos apreciadas da literatura portuguesa.
A narrativa divide-se em duas grandes partes: a viagem do narrador por Portugal, e o romance trágico que lhe é relatado em Santarém. Não é, portanto, uma estrutura muito comum ou tradicional, e passei grande parte do livro a pensar como raio se ia enquadr…