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Mensagens

A Mulher que Prendeu a Chuva e outras histórias

Mais contos - desta vez de uma autora portuguesa.


Teolinda Gersão é uma autora que eu "persegui" na Feira do Livro do ano passado, mas não encontrei o livro que pretendia e decidi não trazer nenhum, num qualquer acto de contenção inesperado. Meses mais tarde, encontrei esta edição na Dejà-Lu - e vinha autografada pela autora, e não lhe resisti.
Não sabia, de todo, ao que ia, quando peguei neste livro.
Não chovia há muito tempo e tudo tinha começado a morrer. Até as árvores e os pássaros. As pessoas tropeçavam em pássaros mortos (...) Alguém era culpado pela seca. E depois começaram as vozes, na aldeia, de que a culpada era aquela mulher.

O livro é composto por 14 contos, todos eles curtos, todos eles relatando situações genéricas, banais, quotidianas. São mais que contos - como nos diz o título, são histórias. E talvez sejam histórias, e não contos, pelo elemento mágico. No conto que dá título ao livro, um empresário que cresceu no Brasil vem a Lisboa, em negócios, e no último…

2018 | Maio

É só de mim, ou Maio pareceu interminável?

Recebidos Mês mais movimentado neste aspecto que Abril: da CoolBooks, veio No fim, o herói foge com a rapariga, de Paulo Selva, um western com características portuguesas; se a ideia de um western português me deixa curiosa, o título conseguiu deixar ainda mais!
Da Bertrand, recebi Como Falar com Raparigas em Festas, de Neil Gaiman, adaptado a novela gráfica por Fábio Moon e Gabriel Bá, que veio totalmente a calhar com a minha recentemente descoberta paixão por Banda Desenhada e com a estreia do filme (não fotografado acima, porque o emprestei ao meu namorado para vermos ambos o filme).

Da Leya, Uma Pequena Sorte, de Claudia Piñeiro; a capa diz que é comparável a Hitchcock. Não sou de ler thrillers e afins, mas fiquei curiosa. Tem excelente classificação no Goodreads!

Por último, o terceiro e mais recente livro da série Os Mauzões, de Aaron Blabey, intitulado "A  Bola de Pelo Contra-Ataca", chegou às minhas mãos via Porto Editora. V…

PASSATEMPO | Como Falar com Raparigas em Festas

Ah, raparigas. Esses seres de outro planeta.

Nunca tinha lido nada de Neil Gaiman. Conheço o nome mais como pertencendo a um autor de fantasia, e como poderão ter já percebido, leio muito pouco (ou quase nada) de fantasia. Este livro, em particular, trata-se de uma adaptação de um dos seus contos em Novela Gráfica, com ilustrações dos irmãos Gabriel Moon e Fábio Bá; conhecia o nome dos dois, mas não conhecia a sua obra, e foi também uma excelente descoberta de um autor que talvez, de outra forma, demoraria muitos mais anos até ler.
(acrescento já agora, desde já, que li o conto original, em inglês, após ler este livro - a adaptação é muito próxima! O conto original encontra-se no livro Fragile Things, uma colectânea de contos de Neil Gaiman - mas encontra-se na net com facilidade)
Anos 70, subúrbios de Londres. A ideia por trás do conto é simples: dois amigos de 15 anos, que estudam num colégio só de rapazes, vão a uma festa. Vic é popular com as raparigas; já Enn não é tão confiante…

Pinocchio

A história da marioneta mais conhecida do mundo.

Mas começo com a ressalva: este não é o Pinocchio da Disney. Claro que o filme foi baseado neste livro - Pinocchio é uma criação de Carlo Collodi -, mas o original envolve violência, desastres, tentativas de homicídio, prisão, roubos... e uma marioneta muito ingrata e mentirosa, que é facílimo odiar. Por que é que há tantos clássicos infantis violentos? Sim, tal como tantas outras histórias infantis clássicas e memoráveis, Pinocchio tem uma aura de violência e morte presente ao longo de todo o livro. É constante.
Neste livro, vemos Pinocchio, o boneco de madeira, ganhar vida a partir do tronco que Gepetto, seu pai, molda - e Pinocchio cede a cada impulso egoísta que qualquer criança no mundo algum dia teve. O seu pai passa fome e frio para que ele coma e estude - mas ele desiste de estudar à primeira ilusão de dinheiro, e todas as suas decisões trazem mágoa a Gepetto. Mais tarde, a Fada Azul (primeiro uma menina, depois uma mulher, dep…

Bichos

A minha primeira vez a ler Miguel Torga.

Miguel Torga é um dos grandes nomes da literatura portuguesa do séc. XX e, como tal, eu nunca o tinha lido. O meu afastamento geral dos autores portugueses é conhecido de quem me conhecer e/ou seguir este blog há algum tempo; é um afastamento que ando a tentar colmatar. O meu companheiro decidiu há uns anos ser o momento para conhecer o autor - e gostou, muito. Eu, ainda assim, andava reticente, pois a minha experiência com contos de autores portugueses não era, até aqui, a melhor - vejam-se as minhas reviews sobre Aldeia Nova ou Jogos de Azar. Portanto, contos de autores (homens) portugueses não eram, até agora, parte das minhas leituras predilectas.
Mas Miguel Torga conquistou-me.

O pé, sem ela querer, foi escavando e arrastando terra... Aos poucos, o seu segredo ia ficando sepultado...

Bichos é um conjunto de contos que versa, precisamente, sobre animais. Aqui, Miguel Torga cria um conjunto de bichos que torna humanos - não antropomorfizando,…

wishlist - edição Feira do Livro

A Feira do Livro de Lisboa aproxima-se e, com ela, a altura do ano em que se dá a facadinha extra na eterna promessa de comprar menos livros (ou não os comprar de todo).

Vamos então à lista de desejos para este ano! Post mais pictórico do que outra coisa (mas não se habituem, que eu gosto de escrever). Tudo livros com mais de 18 meses: os únicos que compensa guardar para a feira, acrescente-se, por serem os únicos que terão descontos dignos de tal.