Há muito que queria ler Selma Lagerlöf.
Este desejo prende-se muito com o meu encanto pela Suécia, confesso, mais do que por ser a primeira mulher a ter ganhado o Nobel da Literatura; e este volume acabou por vir para minha casa como uma pechincha não planeada da Feira do Livro de Lisboa: estava a 5,00 Euros na Babel, aliado à curiosidade suscitada pelo título. Por que é que uma mulher sueca escreveria sobre um Imperador de Portugal em 1914?
Suécia rural, meados do século XIX. O agricultor Jan de Skrolycka não tem grande paixão pela vida, pela esposa Kattrina (com quem casou meio que por conveniência), ou pelo trabalho, e deve-se confessar que não estava particularmente entusiasmado com o nascimento de um primogénito - mas isto muda no dia de chuva em que conhece a sua única filha, a pega ao colo, e sente que ela será especial, porque o seu coração bate mais depressa.
Baptizada de Clara Bela (Jan inspirara-se no Sol), a menina faz a vida de Jan e Kattrina valer a pena. Os primeiros c…
Este desejo prende-se muito com o meu encanto pela Suécia, confesso, mais do que por ser a primeira mulher a ter ganhado o Nobel da Literatura; e este volume acabou por vir para minha casa como uma pechincha não planeada da Feira do Livro de Lisboa: estava a 5,00 Euros na Babel, aliado à curiosidade suscitada pelo título. Por que é que uma mulher sueca escreveria sobre um Imperador de Portugal em 1914?
Suécia rural, meados do século XIX. O agricultor Jan de Skrolycka não tem grande paixão pela vida, pela esposa Kattrina (com quem casou meio que por conveniência), ou pelo trabalho, e deve-se confessar que não estava particularmente entusiasmado com o nascimento de um primogénito - mas isto muda no dia de chuva em que conhece a sua única filha, a pega ao colo, e sente que ela será especial, porque o seu coração bate mais depressa.
Baptizada de Clara Bela (Jan inspirara-se no Sol), a menina faz a vida de Jan e Kattrina valer a pena. Os primeiros c…