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Dylan Dog: A Saga de Johnny Freak

Dylan Dog!

Dylan Dog estreou-se em Portugal em 2017, numa colecção Novela Gráfica da Levoir, tendo posteriormente visto dois volumes sair na Colecção Bonelli. Agora, é a G. Floy que vai lançar mais obras deste universo, tendo começado com dois lançamentos no Coimbra BD: O Velho que Lê, e Até que a Morte Vos Separe.
Este livro é da Colecção Bonelli, lançada há um ano. Dylan Dog é um detective privado que, juntamente com o seu amigo, Groucho, lida com situações sobrenaturais em Londres. Era esta a informação que tinha antes de partir para a leitura - fiquei, no entanto, surpreendida, quando a narrativa de Johnny Freak não apresentou contornos sobrenaturais. É uma história passível de decorrer no "mundo real", apesar das várias coincidências, a um ponto quase absurdo. Ainda assim, o caso com que Dylan Dog se depara, está longe de ser normal.
Ora vejamos: o caso que envolve e atormenta Dylan Dog, nesta obra, é o de um rapaz surdo-mudo, com pernas amputadas, apenas um pulmão e u…

Uma Aventura Secreta do Marquês de Bradomín

Há anos que estava para ler Teresa Veiga.

Há anos - a sério. Por recomendação de um amigo, cujos gostos levo muito a sério.
Não desiludiu, como eu sabia (é claro!) que não ia desiludir. Uma Aventura Secreta do Marquês de Bradomín é um pequeno livro com três contos algo longos, vencedor do Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco em 2008 (prémio que a autora já ganhara em 1992). Outros autores que já ganharam este prémio: Maria Isabel Barreno, Maria Judite de Carvalho, José Jorge Letria, Teolinda Gersão, Urbano Tavares Rodrigues, Ondjaki.... Além daquele que lhe dá o título, temos os contos As Parcas, a abrir o livro, e O maldito, Marianina e o feitiço da Rocha da Pena, para terminar.
O conto que dá título à obra passa-se na década de 1920, com um jovem que lê, na biblioteca do avô, as longas memórias em três volumes do Marquês de Bradomín, soldado, político, aventureiro, amante da arte, Don Juan da Espanha das guerras civis carlistas. Inspirado pela história, e querendo saber mai…

Vincent

A vida de Van Gogh em novela gráfica!

Ou vá, os últimos anos da sua vida. Eu tinha de ter este livro. Adoro o Van Gogh - fui à exposição Van Gogh Alive na Cordoaria Nacional, fui ver Loving Vincent ao cinema, fui quase a correr à ala Van Gogh no Rijksmuseum e fui mais de uma vez ao d'Orsay de propósito para poder ver a sua obra, planeei uma viagem a Auvers-sur-Oise que acabou por não acontecer. Portanto, em visita ao Van Gogh Museum, sabia que precisava de adquirir este livro.
A artista e escritora holandesa Barbara Stok é mais uma de muitos que se inspiram na vida tortuosa de Vincent Van Gogh, e leva-nos numa viagem ao período intenso que o pintor passou em França, não só em Auvers-sur-Oise mas também em Arles, no Sul, sustentado pelo irmão. Ou seja, os últimos anos da sua vida.

Vincent Van Gogh é-nos apresentado como sendo apaixonado pela arte, e sonha em criar uma casa de artistas em Arles, uma casa amarela, para si e para os seus amigos. Vemos a sua enorme paixão, a forma com…

O Farol / O Jogo Lúgubre

Já ouvira falar sobre Paco Roca, mas este foi o meu primeiro encontro com o autor.

Decidi pegar neste livro numa noite em que, não sabendo se ia ter tempo (em termos de sono) de me dedicar a um livro inteiro, este, composto de dois contos, me pareceu uma escolha sábia. Paco Roca é conhecido, em grande parte, por Arrugas, e por alterar algo na sua obra em toda e qualquer edição nova ou estrangeira. Ou seja, com Paco Roca, estamos sempre a ler uma novidade. E eu acho isso bonito.
O meu namorado, proprietário do volume em causa, tinha-me alertado que as histórias eram bastante diferentes entre si, tendo gostado mais da segunda. Ambas as histórias têm como pano de fundo a Guerra Civil Espanhola, embora de pontos diferentes; e ambas têm em comum o facto de serem ilustradas a duas cores: preto e azul, no caso d'O Farol, e preto e vermelho, n'O Jogo Lúgubre.
No primeiro conto, temos Franscisco, jovem soldado republicano que quer evitar os campos de trabalho para dissensores. Acaba p…

Ana de Castro Osório

Sou fascinada pela colecção "Grandes Vidas Portuguesas" desde que li o volume sobre a Marquesa de Alorna.

Há, ainda, poucos volumes sobre mulheres: além destes dois, existe apenas aquele sobre a empresária Antónia Ferreira. Este volume, ilustrado por Marta Monteiro e escrito por Carla Maia de Almeida, fala sobre Ana de Castro Osório, escritora, defensora da educação, e activista dos direitos das mulheres.

Pela sua relevância nestas áreas, o seu nome foi atribuído à Colecção Especial da Biblioteca de Belém. Decidi complementar a leitura deste volume com a leitura de um livro de contos infantis da autora, que me foi oferecido há talvez vinte anos.
O livro da Pato Lógico começa por falar, estranhamente, de Carolina Beatriz Ângelo e da sua luta pelo voto: rapidamente compreendemos ser este um enquadramento, pois foi o pai de Ana de Castro Osório, magistrado, que permitiu à sufragista a sua inclusão nos cadernos eleitorais. Assim, compreendemos de onde vinham "a sorte e a l…

As Melhores Histórias de Donald & Patinhas

Primeira nota: este não é o original de Don Rosa.

Segunda nota: este livro foi absurdamente caro, e comprei-o numa espécie de desespero.
Sou uma das pessoas que viu com enorme alegria o ressurgimento das edições Disney pela mão da Goody, há já alguns anos. Recebi, inclusive, um volume no Natal de 2013, pelo valor simbólico. Tinha crescido nos anos 1990 a ler e reler os álbuns da minha irmã (aqueles cujas lombadas faziam desenhos bonitos), que foram humidificando, descolando e desfazendo aos poucos no sótão da casa dos meus avós.
Resgatado, um volume muito, muito velho da Pedra Zodiacal, que adoro e trouxe comigo para Lisboa (não me importaria nada de reler e escrever sobre, havendo interesse...).
Portanto, este não é o original The Life and Times of Scrooge McDuck. É uma compilação feita pela Goody. O original está num qualquer estatuto de collector's item, e é absurdamente caro e difícil de encontrar. Este volume não foi tão caro quanto esses, mas foi caro, ou não fosse uma &quo…

Marco Paulo é a minha religião

Comprei este livro pela capa e pela temática incrível.

Sou fã e defensora da música popular portuguesa, bem como do à-vontade com que Marco Paulo sempre se dispôs a revelar que apenas em 2007 lançou um álbum só de originais. Pessoalmente, aprecio enormemente Taras e Manias, sou fã da "Ánita", linda de blue jeans e blusão de cetim, mas, acima de tudo, a minha música favorita do seu repertório (e do de outra pessoa qualquer) é Ninguém, Ninguém:

Que inveja destes pulmões e capacidade de dizer palavras seguidas sem parar para respirar!
O título, aliado à capa psicadélica-humorística, tinham-me já convencido em Maio, numa visita à Gateway City Comics; em Novembro regressei à loja e aproveitei para adquirir o volume. Eu tinha de ter este livro, embora não soubesse de todo ao que ia.

Este volume tem várias histórias curtas, da autoria de Pepederey e João Tércio, em torno das letras de Marco Paulo (ou de quem quer que as tenha escrito), com interpretações gráficas ora mais literais…

Pretty Guardian Sailor Moon #1

A minha estreia em mangá não poderia ser outra.

Sailor Moon foi o primeiro anime (e quiçá desenho animado, em geral) que eu adorei. Lembro-me de haver umas Barbies das personagens (que eu não tive - tive posteriormente das Spice Girls), vário merchandising absurdamente caro que nunca tive, e de eu ter tido um disfarce feito à mão entre mim e a minha irmã (sim, um cosplay incipiente, se quiserem). Vi em 1995 ou 1996, quando deu pela primeira vez em Portugal, revi tudo no Batatoon com 10, 11 anos, e revi ainda com cerca de 15 no Canal Panda. E estou a rever agora. Como já referi antes, adoro o RPG para Super Nintendo.
Preciso de explicar mais o quanto adorei esta prenda de Natal?
Muitos estarão familiarizados com o anime; no primeiro episódio, passamos muito do tempo a estabelecer a personagem principal, Usagi Tsukino (Bunny, em português). Usagi acorda consistentemente tarde, esquece-se do almoço, está atrasada para as aulas (como sempre), ralham com ela por comer enquanto está de cas…