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Mensagens

Feira Feminista do Livro 2018

Possivelmente o evento literário que eu mais aguardava este ano - mais que a Feira do Livro de Lisboa, espantem-se.

Isto porque (e quem me conhece sabe) me associo à UMAR há alguns anos. Adoro ir a eventos da UMAR; sou sempre bem recebida, sinto-me sempre em casa e aprendo sempre muito. Fiz alguns seminários da Universidade Feminista sobre literatura e arte. Uma vez, em Novembro de 2013, quando fui numa tarde de chuva depois do trabalho tentar colmatar o voluntariado em atraso, ofereceram-me uma chávena de chá e convidaram-me para assistir a uma sessão sobre Maria Lamas.  Tive várias oportunidades de conviver com mulheres verdadeiramente inspiradoras. Podem, inclusive, ver posts em que menciono a associação aqui e aqui.
Ou seja, estava ansiosa para esta Feira do Livro, por juntar (mais uma vez) o meu amor pela literatura com o meu amor por este espaço. Publicitei este evento várias vezes desde Fevereiro, fui a primeira pessoa a chegar no Sábado, e só tenho pena de não ter podido fica…

Gateway City Comics

Em Outubro, a Gateway City Comics abriu para confirmar que Alcântara é a melhor freguesia de Lisboa.

Pouco antes da minha breve emigração para Paris de França, tive ainda tempo de ir à inauguração da loja, sob um sol abrasador. Desde então, a Gateway City Comics tem promovido vários eventos, desde os flea markets mensais que oferecem oportunidades incríveis a todos os que queiram encontrar a sua próxima leitura, a sessões de autógrafos, ao Free Comic Book Day, ontem, dia 5 de Maio (em novo calor infernal).

Para quem não conhece o Free Comic Book Day (e eu não conhecia): no primeiro sábado de Maio, há uma distribuição promocional de comics por parte de lojas de banda desenhada. E a Gateway City Comics é uma loja de comics e não só:
Somos a ponte para a divulgação de uma arte que em Portugal praticamente não é reconhecida, apesar de ter inúmeros fãs. O ponto de encontro para os fãs da banda desenhada. BD, Comics, Manga, qualquer que seja o estilo, todos têm lugar em Gateway.

E a celebra…

2018 | Abril

Mês tremendamente atribulado e repleto de leituras.


Comprados
Fui ao Festival Contacto, em Benfica, e não saí de mãos a abanar (mais em baixo): trouxe No caderno da Tangerina, de Rita Alfaiate.

Tinha um vale FNAC generoso, porque mudei de emprego e foi prenda de despedida dos ex-colegas. Gastei-o no dia do livro (23 de Abril), da seguinte forma:
Call me by your name, de André Aciman
The Princess Diarist, de Carrie Fisher
Just Kids, de Patti Smith
Herland, de Charlotte Perkins Gillman
Amok, suivi de Lettre d'une inconnue, de Stefan Zweig
The Princess Bride, de William Goldman

Fica aqui o profundo agradecimento aos meus colegas e amigos, que me aturaram uns tempos, se viram livres de mim, e ainda me presentearam por isso. Foi este o resultado da vossa generosidade, amizade, etc. #bodyshots


Lidos
Mês recheado de leituras. E das boas! Acabei Little Women & Good Wives, que tinha começado em Março, na altura leitura conjunta com a Daniela e a Marta. As edições delas, portuguesas, tinham ap…

Os Mauzões Episódio #1

Quem me conhece sabe que eu gosto de um bom livro infantil.

Os Mauzões - Episódio #1 é o primeiro livro de uma série, escrita pelo australiano Aaron Blabey, que trata as aventuras de quatro amigos que são, tipicamente, mauzões. Os vilões, portanto. Li-o de rajada, em menos de uma hora. Mesmo sendo um livro infantil, ressalvo desde já que é capaz de entreter qualquer adulto, sendo ao mesmo tempo um livro bom para apresentar a crianças livros com algum texto.
O Sr. Lobo, conhecido como o lobo mau dos contos de fadas, cansou-se de ser o mau da fita e decide que vai começar a fazer boas acções. Quer-nos realmente convencer que não é tão mau como o pintam, está farto da sua má reputação. Mais que isso, acha que os seus amigos também não são maus. Assim, para o ajudar a formar o clube dos bonzinhos, recruta o Sr. Tubarão, o Sr. Víbora e o Sr. Piranha. Juntos, farão feitos heróicos que limparão as suas reputações manchadas.
Certo?
O primeiro problema é que o Sr. Lobo é o único que quer realm…

Moby Dick

O grande clássico americano (e por grande não me refiro só ao tamanho, não. O clássico é muito conhecido, o livro é grande, e baleias também).


Não há como ler este livro sem pensar no Heathers. Não há como não ouvir o Christian Slater (quando ainda era bem parecido - aqui está um exemplo de alguém que envelheceu mesmo mal) na minha cabeça "Ah, now you're talking. I can be up for that. I've already started underlining meaningful passages in her copy of Moby Dick, if you know what I mean.... Es-ki-mo". E isso obviamente torna o livro imediatamente melhor.

Passei o livro à procura da palavra eskimo, mas aborreci-me tanto durante a leitura que, se houve esquimós, não dei por nada. A sério.


Fica, portanto, a primeira ressalva - achei grande parte deste livro infinitamente aborrecida, o que é particularmente chato quando o livro não é dos mais pequenos. No entanto, cruzei-me, ao longo da minha leitura, na vida real e na internet, com pessoas várias que tinham lido ou tamb…