Nunca tinha lido literatura de viagem.
E, de certa forma, continuo sem ter lido.
Peguei em Morte na Pérsia na biblioteca por ser escolha do Clube dos Clássicos Vivos. Não é o tipo de literatura que me apele, suponho; de facto, nunca pensei em ler sobre viagens alheias e, regra geral, prefiro ler ficção.
- O que é que espera da Pérsia? - perguntou-me Malraux. Ele conhecia as ruínas da cidade de Rages. Conhecia também o entusiasmo pela arqueologia. Reflectia com olhar claro sobre as paixões humanas e desmascarava-as, excepto o que delas restava: o sofrimento. Perguntou-me: "só por causa do nome? Só porque fica muito longe?" E eu pensava na terrível tristeza da Pérsia...
Por que motivo considero que continuo sem ter lido? Porque este livro retrata mais uma viagem pessoal, interior, que propriamente uma viagem pela Pérsia. Annemarie Schwarzenbach era jornalista, de origem suíça, descendente da aristocracia. A sua vida parece ser profundamente fascinante, desde as múltiplas viagen…
E, de certa forma, continuo sem ter lido.
Peguei em Morte na Pérsia na biblioteca por ser escolha do Clube dos Clássicos Vivos. Não é o tipo de literatura que me apele, suponho; de facto, nunca pensei em ler sobre viagens alheias e, regra geral, prefiro ler ficção.
- O que é que espera da Pérsia? - perguntou-me Malraux. Ele conhecia as ruínas da cidade de Rages. Conhecia também o entusiasmo pela arqueologia. Reflectia com olhar claro sobre as paixões humanas e desmascarava-as, excepto o que delas restava: o sofrimento. Perguntou-me: "só por causa do nome? Só porque fica muito longe?" E eu pensava na terrível tristeza da Pérsia...
Por que motivo considero que continuo sem ter lido? Porque este livro retrata mais uma viagem pessoal, interior, que propriamente uma viagem pela Pérsia. Annemarie Schwarzenbach era jornalista, de origem suíça, descendente da aristocracia. A sua vida parece ser profundamente fascinante, desde as múltiplas viagen…