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Mensagens

Night

Continuando nos non-fiction . Após ler o Man's Search for Meaning , que é um livro que tenho na minha mesa de cabeceira e que me faz pensar muito, fiquei com vontade de ler mais memórias do Holocausto, embora saiba que, obviamente, não são todas "iguais", e que o Frankl me inspirou por motivos muito diversos. No entanto, dei por mim a relacionar ambos os livros logo na introdução: There are those who tell me that I survived in order to write this text. I am not convinced. I don't know how I survived; I was weak, rather shy; I did nothing to save myself. A miracle? Certainly not. If heaven could or would perform a miracle for me, why not for others more deserving than myself? It was nothing more than chance. However, having survived, I needed to give some meaning to my survival. Was it to protect that meaning that I set to paper an experience in which nothing made any sense? A procura de significado, a ideia de sobreviver sob o propósito de escrever sobr...

Running with Scissors

Há um livro do Douglas Coupland que nunca li, mas que gostaria de ler um dia, que se chama All Families Are Psychotic . Esta certamente era-o.   Estive a ler um bocado sobre o livro após o ler, e esta é daquelas memoirs  em que se mudaram nomes e houve problemas legais e tudo isso. Não costumo ler muitas obras não-ficcionais, mas parece que é relativamente comum alguém reclamar pela forma como é exposto neste tipo de livro. Neste caso, isso não é exactamente surpreendente: o livro tem partes profundamente perturbadoras e mesmo dolorosas de ler. Augusten (que na vida real se chamava Christopher, mas adiante) cresce com pais que se odeiam - uma mãe que quer ser conhecida pelos seus poemas e tem um claro distúrbio, e um pai professor alcoólico, que se envolvem frequentemente em disputas verbais que atingem o físico. Havia um irmão mais velho que já não vivia com eles, sobre o qual Augusten diz, mais tarde, I envied his lack of emotional ties. I felt pulled by every...

The Passion of New Eve

Li o The Bloody Chamber  há dois anos e achei um livro incrível. Quando vi todo um conjunto de livros da Angela Carter à venda por um preço baixo no eBay, tive de aproveitar. Em 2007 li o Orlando , da Virginia Woolf, que é um livro que achei um bocado aborrecido, mas que se calhar não tinha a maturidade para compreender; aqui, como no Orlando , um homem transforma-se numa mulher. Este é muito provavelmente o livro mais bizarro que eu já li, e eu leio muita coisa estranha. Às vezes, vá. Evelyn (um homem, como o Waugh), britânico, é-nos apresentado desde o início como misógino, esquecendo-se dos nomes das mulheres com quem se envolve, tendo uma certa obsessão desde criança com uma actriz de filmes mudos, Tristessa St Ange, a mulher perfeita, a representação de tudo o que é feminino, uma personagem que objectifica, que perde encanto quando mostra um lado mais humano. Acontece mesmo, mesmo muita coisa neste livro. Evelyn vai para NY para ser professor universitário, num mu...

The Fault in Our Stars

Este é o 11º livro mais popular dos 1571 que tenho adicionados no Goodreads (que não são bem 1571, que assim do topo da minha cabeça tenho pelo menos uns quatro duplicados por estar a ler em francês livros que já tinha lido noutra língua, mas adiante), acima de livros incríveis como o Of Mice and Men . Acima do The Master and Margarita em termos de ratings . Este é o livro que deu origem a um filme que saiu este verão e que eu nunca vi. Este é o livro mais overhyped que li nos últimos tempos. Incrivelmente aborrecido. Previsível, do género Nicholas Sparks para young adult , tipo A Walk to Remember  (é esse o do cancro, certo?) sem o plot twist . E antes que me tentem chamar insensível, tenho uma experiência próxima (embora, felizmente, não na primeira pessoa) com cancro. Pessoas não têm de se tornar idiotas pretensiosas sem personalidade só porque têm uma doença possivelmente terminal. Acho inclusive mais insensível tentar tornar metade do livro hilariante. E acima d...

Will Grayson, Will Grayson

O penúltimo livro do John Green que tinha para ler foi escrito em colaboração com um outro autor, que desconheço, de seu nome David Levithan. Will Grayson, Will Grayson é um livro sobre dois putos, ambos chamados "Will Grayson", e como as suas vidas se cruzam e (discutivelmente) mudam após esse evento: a vida do Will Grayson do John Green mudou, mas não pela intervenção do seu homónimo; já o Will Grayson do David Levithan apaixona-se pelo melhor amigo do primeiro Will Grayson, Tiny Cooper, e recorre ao auxílio deste. Tiny Cooper é descrito como: Tiny Cooper is not the world's gayest person, and he is not the world's largest person, but I believe he may be the world's largest person who is really, really gay, and also the world's gayest person who is really, really large. No fundo, o livro, assim como tudo neste livro, é mesmo sobre o Tiny. Toda a gente adora o Tiny, um tipo egoísta ao ponto de decidir fazer um musical sobre si próprio. Na esc...

Paper Towns

Voltei aos livros do John Green após a desmotivação dos dois primeiros, e tenho como nova missão acabá-los todos antes de poder partir para literatura que me aprouver mais. O John Green tem uma particularidade da qual eu já me havia apercebido, que é escrever basicamente o mesmo livro várias vezes: puto geek com amigos idiotas idolatra rapariga linda, única e problemática, a qual não conhece (pelo que basicamente gosta dela pelo simples facto de ela ser bem parecida - que é sempre) e com a qual nunca falou, mas com a qual consegue sempre, sempre  alguma coisa. As personagens principais deste livro, Quentin e Margo, são exactamente as mesmas dos seus dois livros anteriores. O John Green não se esforçou por esconder ou iniciar o plot de maneira a tentar parecer estar a escrever uma história diferente, quer dizer, o primeiro parágrafo é: The way I figure it, everyone gets a miracle. Like, I will probably never be struck by lightning, or win a Nobel Prize, or become th...