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A mostrar mensagens de 2017

The Birds and other stories

Li este livro para o projecto Outubro Gótico, da Catarina.

Só isto já adianta o quão atrasada está esta opinião, certo? Este livro é um conjunto de contos, com o qual estava curiosa há vários anos - primeiro, porque vi o filme do Hitchcock há vários anos - tantos que não me lembro exactamente do filme; segundo, porque em 2013 li o Rebecca, há cerca de um ano li o My Cousin Rachel, e simplesmente adoro Daphne du Maurier.
Esta edição tem um prefácio, já agora, sobre a forma como alguns livros de Daphne du Maurier foram adaptados para o cinema, e alguns comentários e críticas sobre essas adaptações e as diferenças consequentes das mesmas - é um prefácio que vale a pena ler, e confesso que esta não é uma frase que eu diga muitas vezes. Não gosto de prefácios.
O nome original deste livro seria The Apple Tree, mas com a popularidade do filme foi reeditado com o destaque aos Pássaros.
Sendo um livro de contos, vou falar deles, um a um.

The Birds

Suponho que a maioria já tenha visto o filme, …

novidades de Novembro

Apesar de ainda estar em França, tenho estado atenta às edições em Portugal.


E aqui tenho três novidades que não podia perder:

Lápides Partidas, de Aquilino Ribeiro. Como mencionei aqui, Aquilino Ribeiro era um autor que eu tinha na minha wishlist de Feira do Livro, e que, na altura, não trouxe; vinguei-me portanto com esta novidade da Bertrand.
Libório Barradas, ainda preso às recordações tão profundamente sentidas de Santa Maria das Águias, deixa o enquadramento serrano da sua juventude e vem encontrar na Lisboa do tempo o ambiente pré-revolucionário que dois anos depois iria provocar o derrubamento da monarquia. (...)
Os Loucos da Rua Mazur, de João Pinto Coelho, é o Prémio LeYa de 2017. Nunca li nada do autor, mas sei que o seu livro anterior foi finalista do mesmo prémio, portanto tenho expectativas algo elevadas. Tenho curiosidade quanto a prémios literários - tenho em casa, ainda por ler, a edição BIS do Prémio LeYa de 2011, O Teu Rosto Será o Último, de João Ricardo Pedro; ambos…

Fnac Forum des Halles

Ir à FNAC na terra que inventou a FNAC.


Ora, eu sei que falar na FNAC numa cidade com livrarias tão icónicas e tão bonitas é quase crime; por outro lado, é possível vir à França, gostar de comprar livros e CDs e não pensar numa FNAC?
Verdade seja dita: nunca tinha comprado livros numa FNAC francesa. Isto porque, das duas outras vezes que cá vim, só fui à FNAC dos Champs Elysées, que é algo pequena e pouco provida de livros (notem-se, no entanto, os excelentes descontos de música que sempre lá encontrei).

Desta vez, até por ser a mais perto do local onde estou instalada, fui à FNAC do Forum des Halles. Les Halles costumava ser o mercado de frescos de Paris, e foi, nos anos 70, substituído por um centro comercial gigantesco e maioritariamente subterrâneo que ainda está basicamente em construção.
Esta FNAC tem vários pisos, sendo que ainda não os vi todos; o -2 é onde se encontra a livraria, e só este piso é talvez do tamanho da FNAC do Colombo, em Lisboa. A livraria está organizada muit…

Paris de Marie Antoinette

Aproveitei a minha estadia por Paris para participar de forma diferente no projecto Historiquices, d'a Miúda Geek; a contemplada de Novembro foi Marie Antoinette.


Deixo desde já aqui o link para a minha opinião sobre o livro da Antonia Fraser, Marie Antoinette: A Journey, que li em 2015 aquando da última vez que tinha vindo a Paris. Ressalvo que a edição da LeYa tem menos cerca 500 páginas (sim, leram bem, quinhentas) que a versão original, que eu li - diria que, em português, é um livro que possivelmente não vale a pena.
Há poucas personagens históricas que me fascinem tanto como esta mulher, que julgo ter sido vilificada, vítima de propaganda, vítima de misoginia - uma criança que chegou acidentalmente a um lugar de extrema importância sem preparação para o assumir, que não o soube assumir. Claro que não é totalmente inocente - entre o Hameau e os quadros vestidos de camponesa, por mais que servissem para a rainha fugir da realidade e do ódio que a rodeavam, parece um bocado qu…

Palais Royal

Eu não disse que ia falar mais do Richelieu?

Com entrada na rue de Montpensier, praticamente do outro lado da rua do Louvre, o Palais Royal foi inicialmente criado como Palais Cardinal, a residência de Richelieu.

Tendo o Palácio sido terminado em 1639, contraria um pouco a minha teoria sobre como o Cardeal chegava mais depressa que o M. de  Tréville ao então Castelo do Louvre (dado que Les Trois Mousquetaires se passa uns quantos anos antes - talvez, à data, Richelieu habitasse na Place Royale). Poucos anos mais tarde, aquando da morte de Richelieu, o palácio passou a ser Palais Royal, tendo-se tornado posteriormente na residência da rainha, também personagem central de Les Trois Mousquetaires, Anne de Áustria, e a casa de infância do seu filho, Louis XIV.

Hoje, funcionam no Palais Royal o Ministério da Cultura francês, o Conselho de Estado e um teatro, a Comédie Française: o palácio em si não está aberto ao público. No entanto, os seus pátios, jardins e arcadas (nos quais encontram…