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A mostrar mensagens de Maio, 2021

The Lost World and Other Stories

O mote para o #lerosclássicos2021 de Maio era um clássico de sci-fi ou fantasia. Este tema continua a ser muito complicado para mim, e não é nenhum segredo. Tanto sci-fi quanto fantasia são áreas que não costumam puxar muito por mim, e nas quais tenho bastante dificuldade. Pensei, num primeiro momento, em ler Philip K Dick (o das ovelhas), mas acabei por pegar neste volume omnibus , fazendo de Maio de 2021 o primeiro momento em que, na realidade, li mais de uma obra para o desafio: li três romances (odeio esta palavra; há alguma tradução melhor para novels ?) e dois contos. Todos num só volume, claro. Já conhecia Sir Arthur Conan Doyle, por já ter lido vários Sherlock Holmes, cujas reviews  podem encontrar aqui no blog. Aqui, acompanhamos um outro personagem icónico: o Professor Challenger. O Professor Challenger é um cientista louco, mas brilhante, dado a impetuosos acessos de ira e violência física quando contrariado. Não costuma gostar de jornalistas, por os achar intrusivos e pouc

The Seven Husbands of Evelyn Hugo

Li este livro em mais uma leitura conjunta falhada (apalavrei que começaria a leitura em certa data, esqueci-me de avisar que o faria efectivamente). Tinha bastante curiosidade com a obra de Taylor Jenkins Reid, que tem vindo a ser bastante falada nos últimos anos, com este livro e também com Daisy Jones and the Six . Por ter ideia que este último seria o melhor, optei por começar por Evelyn Hugo , livro que também me chamava a atenção há algum tempo por ter sido publicado sensivelmente pela mesma altura que o Seven Deaths of Evelyn Hardcastle  (que tenho na estante, por ler). The Seven Husbands of Evelyn Hugo  é uma história complicada sobre uma pessoa complicada. Evelyn Hugo é uma antiga estrela de cinema, da época dourada de Hollywood, uma mulher lindíssima, loura, sensual, que prendeu todos aos ecrãs durante décadas, que espantou todos com os seus vestidos nas galas, que, apesar dos seus sete (!) casamentos, vive numa espécie de reclusão e não conta muito sobre a sua vida. Tudo mud

o brexit

Tenho estado um pouco assoberbada com trabalho, mas queria falar aqui de um assunto que me apoquenta: o Brexit. Leio muito em inglês. Leio em inglês desde os meus 16 anos, há quase metade da minha vida. Houve alguns motivos que me levaram a ler mais em inglês, sendo os principais:  - a indisponibilidade de imensos títulos na língua materna (inegável, amigos);  - o facto de tentar perceber o que o original diria, frequentemente, aquando da leitura;  - sou bastante forreta. Foquemo-nos no último. Se, num momento inicial, comecei por comprar os meus livros na FNAC, rapidamente a comodidade e maior disponibilidade de títulos me encaminhou para a Wook (na altura, ainda WEBBOOM, para quem se recordar. Há pessoas que me acusam de tentar parecer mais e melhor que os outros por me lembrar disto. A mudança para "Wook" foi talvez em Março de 2008). Na Wook, comprei livros novos por ninharias: imensos Wordsworth Classics por 1,80 EUR; o MacBeth, novo, por 0,80 EUR. Isto, antes dos "

Gente Melancolicamente Louca

Opinião algo atrasada, por parte de alguém que tem estado com pouca cabeça para leituras. Li Gente melancolicamente louca , de Teresa Veiga, no âmbito de alguns projectos (a saber, o #abrilcontosmil e o #12meses12portugueses). Tendo outras opções da autora na estante, peguei neste por me parecer ser aquele que é tido, mais consensualmente, como sendo o seu melhor. Isto, por vezes, é um erro. Por um lado, porque é apenas o segundo livro da autora que leio (o anterior foi Uma Aventura Secreta do Marquês de Bradomín ), o que poderia arruinar leituras futuras; por outro, pelas expectativas e pela possibilidade de não as ver correspondidas. Devo confessar que foi precisamente isto que aconteceu. Gosto muito de ler contos, pela sua brevidade, pela capacidade de dizer muito em pouco espaço, mas não sei se serei a melhor leitora de contos. Há contistas dos quais gosto muito, é certo, mas há muitos livros de contos dos quais me ficam apenas um ou dois, ou uma noção vaga (e, por vezes, nem tanto

The Mad Women's Ball

Li este livro através do NetGalley, em advanced copy (daí a advertência na capa). A descrição, desde logo, intrigou-me: faço parte dos muitos que têm uma curiosidade algo mórbida quanto à história dos asilos de saúde mental, além de que Salpêtrière do fim do séc. XIX também diz muito sobre a história das mulheres, em França, mas também na Europa. Assim, e mesmo não sendo ficção histórica o género em que mais me aventure , e juntando a estes factores os prémios e atenção que recebeu em França, o livro captou a minha atenção e decidi dar-lhe uma hipótese. O ano é 1885, e aproxima-se o grande evento: o bal des folles , um baile para o qual eram convidados homens da burguesia e alta sociedade parisiense, no qual poderiam conhecer e conviver com várias das pacientes do Hôpital de Salpêtrière. Parece ficção, mas estes bailes de máscaras aconteciam mesmo, com o mais alto patrocínio do famoso Dr. Charcot (inegável figura da história da neurologia e psiquiatria de Salpêtrière, que tem, é claro,