Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Os Mauzões #4 O Ataque dos Zatinhos

Aparentemente este livro saiu em Julho e eu não dei por nada. Como???

Mas vamos sempre a tempo de retomar esta série magnífica. Deixo desde já a referência ao título deste livro na Austrália, que infelizmente, por motivos que desconheço, não foi utilizado no restante mundo anglófono: Apocalypse Meow.
Este livro continua precisamente onde o #3 nos deixou: o Dr. Marmelada ameaça o mundo com um ataque de gatinhos zombies! Mas a Agente Raposa tem uma solução: com a ajuda da Avozinha Jararaca, talvez haja um antídoto para esta terrível ameaça. É preciso levar um espécime para ela avaliar! Há apenas um problema: a Avozinha Jararaca insiste em chamar o Sr. Víbora de "Paparoca"...
Mais uma vez, a equipa dos Bonzinhos separa-se de modo a enfrentar o mal de modo mais eficiente: enquanto que o Patas, o Sr. Víbora e o sr. Lobo atacam de frente os zatinhos, o Sr. Piranha e o Sr. Tubarão vão em busca do Dr. Marmelada. Vão ser necessários disfarces e muita paciência - para o Sr. Piranha, …
Mensagens recentes

Persepolis

Aprendendo um pouco mais sobre o Irão. 

Quando a minha madrinha, há uns meses, me contou que ia fazer uma viagem de duas semanas pelo Irão, cuja cultura a fascinava, apercebi-me que não sabia absolutamente nada sobre o país. Pérsia, Golfo, petróleo, guerras contra o Iraque, insurgências recentes, nada mais. 
De facto, especialmente depois do 11 de Setembro, o Irão e os iranianos são pintados como "os maus da fita" no mundo ocidental. Mas o Irão não é um sítio mau - são as pessoas que lideram o país que o são. Os iranianos, como todos os outros, fazem parte do mundo e, tal como o resto do mundo, querem ouvir música, ter amigos, sair, ir a festas, usar calças de ganga (e não uma burqa). E é isso que aprendemos neste livro, que nos mostra uma experiência, em primeira mão, de como foi crescer no Irão, precisamente na altura em que as coisas começaram a piorar: fundamentalismo religioso, segregação por género, direitos das mulheres cada vez mais reduzidos, ver vizinhos e familia…

The Thirteenth Tale

Vi o filme disto muito por acaso há uns anos e adoro cenas góticas.


Logo, tive de comprar o livro. Por algum motivo, voltou recentemente o entusiasmo para esta leitura, e chegou finalmente a hora de lhe pegar. Havia um senão: tendo o filme bastante na memória, o plot twist estava igualmente presente. No entanto, e finda a leitura, devo dizer que isso não estragou a experiência de leitura.
Comecemos pela protagonista. Margaret Lea trabalha na loja alfarrabista do pai, e é uma jovem introvertida que adora livros e tem a hipótese (ou o privilégio) de passar bastante tempo entre livros e leituras. Margaret não é a personagem mais fácil de gostar de sempre - é enfadonha, o pai dela idolatra-a, a mãe dela parece não lhe ligar nenhuma, a vida da moça parece passar 100% pela loja do pai, sem amigos, sem vida social, sem nada que não seja livros e o pai que lhos fornece.
Mas Margaret passa pela vida um bocado como um fantasma, aparentemente apática mas na realidade presa a uma irmã gémea que n…

A cidade das mulheres

Christine de Pizan foi a primeira escritora profissional, e este livro foi terminado em 1405.

Foi também a primeira mulher (de que há memória) a defender, de algum modo, as mulheres. Não defende, em particular, direitos ou igualdade, mas apresenta argumentos sobre capacidades que eram vistas como exclusivamente masculinas, através de exemplos não só bíblicos, mas também históricos, dos feitos de várias mulheres.
É uma espécie de pedido a nível cultural, e não um pedido de direitos. É uma voz feminina e feminista, sim, mas educada, burguesa, talvez de uma mulher que quer inspirar tanto respeito como o seu marido latifundiário e rico.
Uma primeira ressalva: eu não desgostei do livro. A autora é impressionante em diversas maneiras, e o livro, enquanto documento, é extremamente importante; é-o especialmente para quem tenha interesse em história das mulheres ou história medieval. Mas é um atentado à paciência.
A narrativa toma a forma de uma alegoria: Christine, mulher culta e instruída, …

A Leoa: Um Retrato Gráfico de Karen Blixen

Foi graças à Cristina que soube da existência deste livro.

Tal como o título dá a entender, A Leoa: Um Retrato Gráfico de Karen Blixen é uma novela gráfica que relata a biografia de Karen Blixen. Para quem não consiga associar, Karen Blixen é a mulher dinamarquesa que escreveu o livro que daria origem a (entre outros livros, e outras adaptações) África Minha, o filme com Meryl Streep que, não se surpreendam: nunca vi.
Esta biografia tem um início fantasioso: vemos a bebé Karen rodeada de sete figuras, como se fossem fadas madrinhas: Nietzche e a sua filosofia, Shakespeare e a literatura, um leão e um rei da África negra, que simbolizam o futuro de Karen, Sherazade e a vontade de contar histórias, uma cegonha e a vontade de voar, migrar, partir... e o Diabo, que promete obstáculos durante toda a vida de Karen. Honestamente, este momento foi um pouco forçado, mas retira logo a componente "realista" da biografia, dando outro toque à narrativa e mostrando que há maneiras difere…

Antologia Poética de Gabriela Mistral

O primeiro laureado com o Nobel da Literatura na América Latina foi uma mulher.


"for her lyric poetry, which inspired by powerful emotions, has made her name a symbol of the idealistic aspirations of the entire Latin American world"
Tinha, por tudo isto, curiosidade acerca do trabalho de Gabriela Mistral, que nasceu Lucila Godoy Alcayaga. Mais que isso: diplomata, humanista e foi professora de Pablo Neruda. Segundo percebo, não foi uma figura particularmente popular no seu país, tendo-se afastado com a sua carreira e morrido em New York, onde trabalhava como cônsul. Também foi cônsul em Lisboa, nos anos 40.
A sua vida é sem dúvida interessante, em particular a sua carreira; a sua poesia não me tocou.

Este volume é uma antologia, e reúne Desolação (Nova Iorque, 1922), Ternura (Madrid, 1924), Tala (Buenos Aires, 1938), Lagar (Santiago do Chile, 1954) e Poema do Chile (Barcelona, 1957). Tem uma introdução da própria autora, intitulada "Como escrevo".

Gostei muito da i…