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Mensagens

PASSATEMPO | Sr. Mercedes

Um passatempo mesmo a tempo do Natal!

Gostei muito do pouco que li de Stephen King (apenas li Carrie e The Green Mile); a obra do autor é  muito vasta e extremamente variada. Carrie, a obra de estreia do autor, é um livro de terror em forma epistolar (podem ler a minha opinião aqui); The Green Mile entra no campo do realismo mágico; e Sr. Mercedes, o 51º livro do autor (publicado pela primeira vez em 2014 e vencedor do Edgar Award de 2015) é um policial, um thriller, sem os elementos sobrenaturais que costumam figurar na obra do autor.
Numa madrugada, um grupo de desempregados forma fila para conseguir entrar numa feira de emprego. Subitamente, um homem ao volante de um Mercedes atropela estas pessoas, matando vários indivíduos e fugindo do local. Mais tarde, um polícia reformado, Bill Hodges, ainda pensa neste crime que ficou por resolver - ficando obcecado quando começa a receber notícias e ameaças do assassino do Mercedes. Bill Hodges decide quebrar a rotina da sua reforma, e envo…
Mensagens recentes

A Náusea

Existencialismo e Jean-Paul Sartre.

Este é um autor que eu estive perto de comprar quando, no ano passado, passei o Outono em Paris, mas, entre várias outras, tal compra não se deu. Surgiu, portanto, a oportunidade de ler o autor em português com esta edição da Livros do Brasil, que aproveitei prontamente.
Aos 31 anos, Sartre estava no mesmo sítio em que muitos de nós nos encontramos: perdido, a sentir que a vida não o levava pelos caminhos que ele imaginara. E é desse contexto que surge este livro.
A Náusea é o diário ficcional de um homem chamado Antoine Roquentin, que tem dinheiro suficiente para não trabalhar, e que passa a maioria do seu tempo livre a escrever sobre uma figura histórica obscura do séc. XVIII. Para este fim, decide habitar na cidade de Bouville, na província, longe de tudo e de todos os que conhece. Passa longos dias na biblioteca local, onde encontra um homem que está a ler livros técnicos por ordem alfabética, o Autodidata. Este estilo de vida rapidamente o conv…

Morte na Pérsia

Nunca tinha lido literatura de viagem.


E, de certa forma, continuo sem ter lido.

Peguei em Morte na Pérsia na biblioteca por ser escolha do Clube dos Clássicos Vivos. Não é o tipo de literatura que me apele, suponho; de facto, nunca pensei em ler sobre viagens alheias e, regra geral, prefiro ler ficção.
- O que é que espera da Pérsia? - perguntou-me Malraux. Ele conhecia as ruínas da cidade de Rages. Conhecia também o entusiasmo pela arqueologia. Reflectia com olhar claro sobre as paixões humanas e desmascarava-as, excepto o que delas restava: o sofrimento. Perguntou-me: "só por causa do nome? Só porque fica muito longe?" E eu pensava na terrível tristeza da Pérsia...
Por que motivo considero que continuo sem ter lido? Porque este livro retrata mais uma viagem pessoal, interior, que propriamente uma viagem pela Pérsia. Annemarie Schwarzenbach era jornalista, de origem suíça, descendente da aristocracia. A sua vida parece ser profundamente fascinante, desde as múltiplas viagen…

Livros para oferecer no Natal

Porque dar livros é fixe.

Em vez de fazer um típico "para a mãe", "para o pai", "para o afilhado", "para o periquito", decidi juntar alguns temas. E porque este post foi meio encomendado, deixo, desde já, outras listas de recomendações por aqui publicadas:

Autores que ganharam o Nobel da LiteraturaLivros que deram origem a filmes que ganharam o Oscar de Melhor FilmeLeituras de VerãoClássicos feministasLivros do PNLLivros passados em ParisMelhores histórias de amorLivros para começar a ler em inglês
Seguem as minhas recomendações. Link para livro em português, quando está disponível - aproveito para indicar que o link é para a WOOK, que está com descontos de 20%-50% em todos os livros neste momento.



Lucas Scarpone, de Álvaro Magalhães - Colecção de aventuras sobrenaturais numa terra de gatos antropomórficos com um subtom italiano. Para quem não desistiu ainda dos livros com muitas imagens (transição ideal, pois todas as páginas são ilustradas, col…

2018 | Novembro

Recta final de 2018!


Recebidos
Coisas maravilhosas a chegar à estante: da Minotauro, da nova colecção de clássicos, Os Intérpretes, de Wole Soyinka, prémio Nobel de que nunca ouvira falar. Da Caminho, Não te Afastes, de David Machado, uma obra infantil do autor cuja capa com um rinoceronte me cativou imediatamente.
Tenho, entretanto, outras obras incríveis algures no correio... mas, como ainda não chegaram às minhas mãos, não contam!

Comprados
Numa segunda ida ao Amadora BD, comprei A Arte de Voar, de Antonio Altarriba, e A Viagem, de Edmond Baudoin. Na Gateway City Comics, comprei Marco Paulo é a minha religião. Do Awesomebooks, veio The Midnight Kittens, de Dodie Smith, o terceiro livro da trilogia dos 101 Dalmatians (ver posts sobre os dois primeiros aqui e aqui).
Tinha também alguns pontos a expirar na Leya, e decidi explorar os fundos de catálogo, a saber:
Os Três Seios de Novélia, de Manuel da Silva Ramos O Limite de Rudzky, de António de Macedo Universal, Limitada + A Casa em Esp…

Lucas Scarpone

Bárbara Ferreira lê livros infantis.

O autor português (e não só) que provavelmente mais li em toda a minha vida é Álvaro Magalhães. Devorei a série Triângulo Jota até os meus 15 anos e, descobri recentemente, só não li os dois últimos livros da série. A magia especial de Triângulo Jota era o facto de as personagens - Joana, Jorge e Joel - envelhecerem ao longo da série, serem bastante realistas (muito mais que os protagonistas de outras séries infantis), ao mesmo tempo que as situações em que se metiam roçavam o paranormal e assustador sem serem totalmente absurdas.
O meu livro preferido dessa série - que desejo reler - é Sete Dias e Sete Noites, e aceito opiniões  discordantes em defesa dos restantes.
O autor, portanto, não me era desconhecido, mesmo nunca tendo lido mais nada do seu (incrivelmente vasto) trabalho - ou seja, desconhecia a sua obra para um público alvo mais infantil, como é o caso da série Lucas Scarpone.
Lucas Scarpone não é um rapaz adolescente, como Jorge ou Joel…