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Mensagens

Ms. Marvel, Vol. 2: Geração Perdida

Tão entusiasmante! Estava há meses a ansiar por esta sequela. O primeiro volume de Ms. Marvel, Fora do Normal , foi o meu primeiro encontro com uma super heroína, como podem ler no post . Continua a ser engraçado que este primeiro encontro tenha sido com uma super heroína nova. Este segundo volume compila as revistas 6 a 11 de Ms. Marvel numa edição deluxe . Kamala, adolescente de New Jersey, obtém super-poderes após o seu encontro com a bomba de terrígeno, que podemos ver no volume anterior (embora sem grande explicação). Ela consegue mudar de forma (aumentar, diminuir), tem um factor de cura, é a nova Ms. Marvel. Já no final do primeiro volume tivemos uma amostra do novo inimigo de Kamala: o Inventor, um clone de Thomas Edison cujo ADN foi contaminado por uma caturra. Ver Thomas Edison como o vilão nesta história é muito bom (na vida real, ele não era propriamente a melhor pessoa), especialmente por ser um pássaro com complexos d'inferioridade. Muito do encan...

O Mistério do Quarto Amarelo

Como já aqui tinha revelado , a Colecção Vampiro nunca me apelou particularmente. Será, eventualmente, defeito meu: não sou a maior fã do género policial, ou de mistério. No entanto, este lançamento entusiasmou-me particularmente: por ser da autoria de Gaston Leroux, autor do Fantasma da Ópera , entusiasmou-me no imediato. Adoro a Opéra Garnier e ando há ano e meio a prometer um post  sobre a mesma, bem sei. Fiquei impressionada quando descobri que o autor do drama gótico de que tanto gosto tinha sido importante escritor de mistérios. Aliás, a narrativa de O Mistério do Quarto Amarelo  é extremamente influente num subgénero que desconhecia: o "Locked Room Mystery", que é como quem diz, mistério num quarto fechado. Este é um subgénero que, na verdade, já tinha lido (os Murders in the Rue Morgue  de Edgar Allan Poe são um outro exemplo do género) - um crime cometido num cenário aparentemente impossível, um quarto fechado, sem aparente acesso possível a part...

Mouschi, O Gato de Anne Frank

Prenda da querida Paula, precisamente em vésperas de viagem à Holanda . (onde, como já saberão, não visitei a casa de Anne Frank ) Anne Frank e o seu diário não precisarão de qualquer introdução; é um dos livros mais lidos no mundo, e está traduzido numa miríade de línguas. Não aprecio particularmente o Diário de Anne Frank, por motivos vários, mas aprecio José Jorge Letria (um dos melhores escritores portugueses para crianças e jovens, se não o melhor) e acredito que este seja fã de gatos - afinal, comprei, na Festa do Livro de Belém do ano passado, o seu livro Versos com Gatos , que ainda não li. Ou então, é só coincidência ter escrito também sobre Mouschi. Mouschi existiu mesmo, tendo sido levado para o anexo onde os Frank viviam por Peter van Pels. Este pequeno livro mostra, pelos olhos de um gato, o dia-a-dia das famílias que durante dois anos se refugiavam da guerra e esperavam pela liberdade no anexo. Assim, em 36 páginas apenas, resume, numa terceira pessoa, o...

Hilda e as pessoas escondidas

A leitura celebratória do Dia Internacional do Livro Infantil. Hilda  está na minha lista de séries a ver no futuro (séries a ver neste momento: Arrested Development e Game of Thrones). A série é baseada num conjunto de novelas gráficas, e este livro é baseado na adaptação televisiva. Confuso, certo? Ou seja, este pequeno volume pega na série (que pega nas novelas gráficas) e compila e reordena as histórias de modo a contar o início, onde tudo começa, pegando em várias narrativas - se, por um lado, junta num só volume um sumário de Hilda, por outro lado, é claro que se vai perder alguma profundidade da narrativa, dada a condensação necessária. Esta é uma belíssima introdução a Hilda. Tem texto, e o texto não é por Luke Pearson, o criador original de Hilda, mas sim de Stephen Davies, que fez a adaptação. Hilda é uma menina aventureira, admirável, energética, observadora e encantadora, que adora desenhar. Tem cabelo azul e um cachecol amarelo, uma renaposa (uma rapos...

Librería Mujeres

Para mim, ano em que não vá a Espanha não é ano. Assim, na necessidade de uma "escapadinha" de fim de semana, escolhi ir a Madrid, por ser mais fácil, rápido e mesmo mais barato que outros destinos em Portugal. Não foi a minha primeira viagem à capital espanhola, mas foi a primeira vez que fui a esta livraria. Se, na primeira viagem, tinha ido à feira da Cuesta de Moyano, à Casa del Libro da Gran Vía e à La Central , desta vez foquei-me numa só livraria: a Librería Mujeres, livraria feminista fundada em 1978, na Calle San Cristóbal, a meio caminho da Puerta del Sol e da Plaza Mayor.   Apanhei a livraria já perto do horário de encerramento (20h30, à Sexta), para minha muita pena. No entanto, o meu objectivo era específico: Nada , de Carmen Laforet, livro que tinha já debaixo de olho. Gosto de planear as minhas compras de férias, no fundo. É um lugar inspirador, com muita escolha (tivesse eu mais tempo para vasculhar...!). A selecção de novelas gráficas par...

Nada

Faço sempre questão, em viagem, de comprar um livro. (algo que não aconteceu em Paris 2010, Salamanca 2015/2016 ou Paris 2015, únicas excepções) Sendo o objectivo literário da minha curta passagem por Madrid a visita à Librería Mujeres, era claro que a obra contemplada como recuerdo  seria um livro escrito por uma mulher. Não tendo, ainda, lido o livro de Almudena Grandes comprado em Sevilha (perdoa, Ana ! Mas fica este para o teu projecto de ler espanhóis em Abril), achei que deveria optar por uma autora diferente; e foi assim que a escolha caiu sobre Carmen Laforet. Carmen Laforet não era uma autora que eu conhecesse de antemão. O livro é sobre Andrea, uma rapariga de 18 anos, órfã, que vai viver para Barcelona com a avó e os tios maternos, na década de 1940, após a Guerra Civil Espanhola, na Calle de Aribau. A Barcelona que Andrea encontra está pobre, com a guerra; e mesmo a casa familiar da qual tinha vagas memórias está transformada numa casa degradada, num ce...