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Mensagens

Alias Grace

  Alias Grace  era um livro que eu queria há muito ler, e foi a minha terceira leitura de Margaret Atwood (segunda de prosa). A ideia de reinventar, reescrever um homicídio mediático pareceu-me uma abordagem interessante à ficção histórica ( género que tenho vindo a reavaliar ultimamente ), sendo aqui a visada Grace Marks, irlandesa emigrada no Canadá, apenas adolescente quando acusada do homicídio do seu patrão, Thomas Kinnear, e da sua outra empregada, Nancy Montgomery, em 1843, condenada à pena de morte, posteriormente prisão perpétua, tendo sido perdoada cerca de três décadas mais tarde. Margaret Atwood dá uma vida, uma voz e até um destino a esta mulher (de quem nada se sabe após ter saído da prisão). Grace Marks foi acusada juntamente com James McDermott, também empregado de Thomas Kinnear. Tentaram fugir, juntos, e juntos foram presos. McDermott foi enforcado pelo crime. (...) and since that time I have thought, why is it that women have chosen to sew such flags, a...

2022 | Novembro e Dezembro

Talvez ainda se justifique? Comprados & Recebidos Em Novembro, comprei o terceiro volume de O Castelo dos Animais , de Delep e Dorison, o qual li de imediato e irei escrever opinião quando achar que consigo fazer-lhe justiça. Também comprei e li de imediato o vol. 4 de Gideon Falls , série que tinha deixado a meio e que quero muito completar. Da Bertrand recebi, em Dezembro, o maravilhoso O coelho um pouco valente , de Nicola Kinnear (também já lido), e pelo Natal recebi Stray Dogs , de Tony Fleecs (lido), e os primeiros dois volumes da The Don Rosa Library (a ler actualmente o primeiro). Adorava conseguir ler sempre logo todos os livros que compro ou recebo, mas aqui estamos. Lidos As leituras nestes dois meses foram irregulares e erráticas. Arrastei Housebreaking , de Colleen Hubbard, e  Hangsaman  até Novembro (o livro que menos gostei de Shirley Jackson até agora - mas falarei disso a seu tempo), li Assembly , do qual já falei , e depois basicamente arrastei Hamnet ...

A Árvore dos Desejos

Quando vi este livro na banca da Ponto de Fuga, na Feira do Livro, não consegui resistir: não só se trata de William Faulkner (num registo no qual nunca o tinha lido), como um livro infantil, ilustrado (por Don Bolognese). Rapidamente percebi por que motivo não esperava encontrar um livro infantil de Faulkner: este foi o único que o autor escreveu, escrito especialmente como prenda para a filha de oito anos de uma amiga, em 1927. A intenção por trás desta obra nunca foi a sua publicação, que só aconteceu postumamente. - Desce, Dulcie. Desce, Dulcie. - Mas que coisa tão estranha! - surpreendeu-se ela, e olhou para o rapaz ruivo, que remexia, atarefado, na sua pequena sacola. - É porque fazes anos - explicou ele. - Mas nunca aconteceu nada assim no meu dia de anos. Em A Árvore dos Desejos , Dulcie acorda no seu aniversário - uma manhã que deveria ser como outra qualquer - e descobre um rapaz ruivo misterioso, Maurice, no seu quarto. Rapidamente, Dulcie encontra-se com o rapaz, o seu irmã...

Os Mauzões, Ep. 5 Gás Intergaláctico e Ep. 6 Extraterrestre vs. Os Mauzões

Li estes livros em Abril, como preparação para o filme que saiu na altura. A frase introdutória será suficiente para compreenderem o descaso a que este blog tem sido remetido. Ambos os volumes (episódios) continuam extremamente sólidos, tendo eu gostado mais do sexto que do quinto (demasiadas piadas de flatulência, suponho - o que justificará o título Gás Intergaláctico ). Neste volume, o nosso grupo de Mauzões/Bonzinhos vai para a lua, atrás do Dr. Marmelada e a sua arma de raios que tornam todos os animais fofinhos em zombies, ao passo que a Agente Raposa fica a controlar as coisas na terra. O Sr. Piranha tem alguns contratempos, mas acaba por salvar o dia - e o Sr. Víbora sai deste volume reforçando a sua posição enquanto meu favorito (não obstante o meu fraquinho pelo Sr. Tubarão, mestre do disfarce. O problema é que o Dr. Marmelada se revela ser algo mais do que até agora demonstrara! 4/5 Podem comprar esta edição  na  wook  ou na  Bertrand E é esse o tema que n...

Assembly

Vi belíssimas opiniões sobre este livro - o que, acrescendo ao facto de ser bastante curto, me aguçou a curiosidade. Assembly , de Natasha Brown, é um conjunto (encontro, como sugere o título da versão portuguesa) de vinhetas narradas na primeira pessoa, uma mulher negra de origem jamaicana que trabalha na indústria financeira em Londres. Ela e o seu namorado (branco, old money ) vão a uma festa no jardim da casa da família dele, uma família que a tolera mas não aceita exactamente; ao mesmo tempo, a narradora fala do seu emprego, do assédio e micro-agressões que sofre, e também da sua saúde e da autonomia que pretende em tomar as suas decisões em termos de tratamentos. I will be watched, that’s the price of admission. They'll want to see my reactions to their abundance: polite restraint, concealed outrage, and a base, desirous hunger beneath. I must play this part with a veneer of new-millennial-money coolness; serving up savage witticisms alongside the hors d’oeuvres... My thought...

2022 | Outubro

Estou constantemente a prometer a mim mesma que regressarei a este blog. Comprados & Recebidos Mês que deu origem a muito recheio novo na estante (e necessidade de reorganização de estantes também, consequentemente). Do programa Bookstars da Book Depository, recebi Ballet Shoes , de Noel Streatfeild, um clássico infantil que é lacuna nas editoras portuguesas; da autora Ana Gil Campos, recebi gentilmente uma cópia do seu novo livro, edição de autor, Lobos Sedentos da Respiração dos Dias ; da Assírio & Alvim, recebi a nova, belíssima edição de Beowulf , livro que quero ler há anos mas que tinha receio de encarar no original (conheço uma pessoa que desistiu do curso de Línguas e Literaturas à custa desta obra); da Quetzal, veio  A Mais Secreta Memória dos Homens , de Mohamed Mbougar Sarr, prémio Goncourt; do Festival Folio, deram entrada cá em casa Mr Loverman , de Bernardine Evaristo, e Abismos , de Pilar Quintana; do Amadora BD, vieram Combate Quotidiano (vols. 1 e 2), ...