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Blacksad #5 Amarillo

Comecei a ler uma série de banda desenhada pelo volume 5.


Comprei este livro no ano passado, maioritariamente pela capa, como poderão ter tido oportunidade de ler neste meu post sobre a Feira do Livro. É um gato a conduzir um carro amarelo, ou seja, basicamente tudo o que eu podia pedir da capa de um livro.


Para quem segue este blog há pelo menos um ano, sabe que estou ainda a recuperar um certo atraso nos posts - emigração laboral de dois meses, uma cirurgia e uma pós-graduação complicaram-me um pouco a vida. Assim, já sabem que eu comprei os volumes #2 e #4 na Feira do Livro de Lisboa, e, dada a sua indisponibilidade por terras lusas, irei encomendar os restantes na Amazon espanhola. Isto deve-se ao facto de, não obstante ter gostado deste livro, achar que o perceberia melhor tendo lido todos os anteriores.

Ora, um carro amarelo, Amarillo, Texas, muito amarelo em geral. As cores neste livro são lindíssimas, o calor do sul dos Estados Unidos traz-nos mais amarelo e cores vivas, a contrastar com o ambiente noir vivido no livro. E o Cadillac Eldorado é maravilhoso.

Este livro passa-se na década de 1950/60, começando com um escritor leão arraçado de Jack Kerouac (o manuscrito em rolo) frustrado, a roubar um carro e posteriormente assassinar o seu amigo bisonte poeta num acesso de fúria e insanidade em seguimento de uma discórdia artística, ao qual se segue a sua fuga para se esconder num circo.


Entretanto, Blacksad, detective privado, cansado do que terão sido eventos dos volumes anteriores (lá está...) decide ir pelo caminho mais longo desde New Orleans até à sua casa em New York. Coincidência: um milionário excêntrico precisa que alguém leve o seu carro, um Cadillac Eldorado amarelo, até ao Texas, e Blacksad, cheio de vontade de uma roadtrip para relaxar, é o homem certo para essa missão. O carro é roubado durante uma discussão, e Blacksad tem de o recuperar.

Blacksad e o escritor-Kerouac cruzam-se inesperadamente quando o escritor rouba o Cadillac Eldorado que fora confiado a Blacksad, tem um acidente, e a polícia encontra o carro com o corpo do bisonte e a carteira de Blacksad lá dentro.

Entra Neal Beatto, a hiena-agente-advogado do escritor, que sabe para onde este se dirige. Começa uma roadtrip em busca do escritor - apenas não a roadtrip que Blacksad esperava. Estranhamente, o escritor não foge para o México, mas junta-se a um circo, e claro que conhece uma femme fatale.


Blacksad não tem muito tempo de antena neste livro (será assim nos anteriores?). Mas descobrimos  que o detective tem uma irmã, e que está cansado da sua vida. No fim tudo faz sentido. É um On the Road felino, de certo modo (não achei piada ao On the Road, porém).

Animais antropomórficos vários em desenhos detalhados e fabulosos, com características e expressões humanas, tornam um bom livro num livro especial.

O elemento de sobrenatural foi talvez um pouco estranho - tornou-se um bocadinho demasiado. Assim, o livro tem talvez twists a mais, e claramente preciso de saber mais sobre o passado de Blacksad e as histórias desta saga em geral (até porque não percebi bem o envolvimento do FBI - que remete em nota de rodapé a títulos anteriores...). Referências musicais, piadas, imaginação - gostei muito de tudo isto, bem como desta maneira de contar os Estados Unidos dos anos 1950, mas... preciso do contexto. Isso, e soube a pouco, muito!


3,5/5 carece de releitura cuidada após ter os outros volumes

Podem comprar esta edição aqui.

Comentários

  1. 'Entra Neal Beatto, a hiena-agente-advogado do escritor, que sabe para onde este se dirige. Começa uma roadtrip em busca do escritor - apenas não a roadtrip que Blacksad esperava. Estranhamente, o escritor não foge para o México, mas junta-se a um circo, e claro que conhece uma femme fatale.' muito bom

    'carece de releitura cuidada após ter os outros volumes' concordo :p
    os desenhos parecem ser bem fixes e as cores que falas também, ansioso que tenhas o 1º volume!

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  2. Achei super curioso e a capa está só excelente.
    Beijinhos

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