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Notre Dame de Paris

A Catedral celebrada por Victor Hugo.

Decidi fazer este post, bem como outro, que virá mais tarde, sobre a Opéra Garnier (ambos no prelo desde finais de 2017...), por se tratarem de lugares icónicos de Paris, tornados celebrado pela literatura. Se já escrevi sobre Vaux-le-Vicomte, estes dois monumentos fazem ainda mais sentido.

Não foi a primeira vez que fui a Paris e, como tal, não foi a primeira vez que fui à Catedral de Notre Dame de Paris. É paragem obrigatória. A minha história com esta Catedral é, aliás, longa: corria o ano de 2010 quando tive um ataque de asma ao tentar subir as torres. A humidade é forte, desisti - só consegui subir em 2015, ironicamente com a bagagem toda da viagem (uma Eastpak transbordante) às costas.

O que vale é que para menores de 26 anos a subida é grátis.
Feitos já os 26 anos, desta feita visitei apenas a Catedral em si (as fotos das torres e das gárgulas são mais antigas, sorry!). A Catedral começou a ser construída em 1163 na Île de la Cité, tendo s…

Librairie Delamain

Apesar de já ter ido ao Palais Royal, foi apenas quase dois meses depois que descobri a Librairie Delamain, do outro lado da rua.

E o pior é que, apesar das obras do edifício, como podem ver pelas fotos, até era bem visível.
A Librairie Delamain é uma instituição - é a livraria mais antiga de Paris, fundada em 1700. Este facto levou-me a tentar perceber o porquê de não ser considerada mais antiga que a Bertrand do Chiado (que data de 1732), e creio que isto se deve ao facto da sua mudança de localização. De facto, a livraria "só" se encontra na rue St. Honoré desde 1906 - outrora, estava nas arcadas da Comédie Française.

Afirma-se como "uma livraria à antiga" (une librairie à l'ancienne), apesar de ter sido comprada pela Gallimard nos anos 80 - como, mais recentemente, a LeYa comprou a Buchholz e a Barata, suponho. Vende livros novos e livros usados, tem estantes altas e escadotes para ajudar. É acolhedora (como uma FNAC, por exemplo, não é), é uma livraria de…

Librairie Compagnie

Mais um dia, mais uma livraria.

Quem me falou nesta livraria foi a Carolina, por ter lido sobre ela num livro que se chama, precisamente, Livrarias. Localizei-a após sair do Musée de Cluny, onde tinha ido com o melhor companheiro ver uns unicórnios e ficar um pouco desiludida - mais fiquei pois, sendo Domingo, a livraria estava fechada. Mas claro que anotei para lá regressar no fim de semana seguinte.

A Rive Gauche é agora a minha zona preferida de Paris. Fora as Tuileries, vá; se outrora preferia a zona em torno do Musée du Louvre, e mesmo quiçá uma Place Vendôme que não representa de todo a cidade real, desta vez o lado artístico, cultural e recheado de livrarias de St. Michel e St. Germain conquistou-me totalmente. Atravessar a Île de la Cité, descer pela Blvd St. Michel, virar à direita na St. Germain e seguir em frente até ser altura de virar novamente à direita e terminar no Musée d'Orsay parece-me o passeio de sonho (isto aconteceu).
Mas estou-me a dispersar.

A Librairie C…

L'Écume des Pages  

Quantas livrarias lindíssimas haverá em Paris?

Estava a fazer a Blvd St. Germain, lado a lado com o melhor companheiro do mundo, num Domingo - dia em que, tradicionalmente, as lojas de rua estão fechadas, incluindo livrarias (excepto a Shakespeare and Company, que se afirma orgulhosamente aberta 7j7), quando me deparei com L'Écume des Pages, aberta. Maravilhosa localização: mesmo ao lado do Café de Flore, um dos cafés mais antigos da cidade, notoriamente frequentado por Georges Bataille (que já esteve na minha wishlist, mas depois de perceber que tinha sido influenciado pelo trabalho do Marquis de Sade deixou de estar), Simone de Beauvoir e Jean Paul Sartre (que usavam o café como escritório), Albert Camus, Picasso, Zadkine, entre outros nomes conhecidos.

Talvez o nome da livraria seja inspirado por L'écume des jours, de Boris Vian, que também frequentava o café do lado; entrei na livraria e fiquei imediatamente fascinada com o aspecto, a beleza das estantes preenchidas, o ch…

Librairie Galignani

Fui a esta livraria após um longo dia passado no Musée du Louvre.


A Galignani fica na rue de Rivoli, nas arcadas perto do Jardin des Tuileries, após uma enxurrada de lojas de souvenirs da candonga (e ao lado do mítico chocolate quente Angelina). Conhecia esta livraria de nome, por ser a livraria preferida da Mathilde, uma das minhas bookstagrammers favoritas. Foi a primeira livraria na Europa continental a vender livros em inglês, e por esse motivo (pois estava acompanhada pelo meu amor, que queria comprar um Dumas ou um Victor Hugo), aliado à proximidade relativamente ao Louvre, decidimos lá ir.

Tirei estas (poucas) fotos antes de me aperceber que não o podia fazer. A livraria é bonita - há toda uma parede de livros de capa dura em inglês, aqueles da Penguin super bonitos. A Mathilde, no seu post intitulado "Paris English Bookshops", alerta que, aqui, os livros são caros - livraria independente, e tal. No entanto, eu não esperava que fossem tão caros. Livros (em inglês) a …

René Goscinny. Au-delà du rire

Tive a oportunidade, quando em Paris, de ir a uma exposição sobre René Goscinny.

Diria que, em Portugal, Goscinny é maioritariamente conhecido pelo seu trabalho em Astérix, que criou juntamente com Albert Uderzo, e Lucky Luke, criado com Morris. O Musée d'Art et d'Histoire du Judaïsme decidiu homenagear o autor, pelos 40 anos da sua morte.
A vida do autor é fascinante - nasceu em 1926, em Paris, filho de imigrantes polacos judeus. Dois anos depois, a família mudou-se para Buenos Aires, devido ao emprego do pai de René, tendo assim a família escapado à II Guerra Mundial. René Goscinny dedicou-se desde muito cedo às ilustrações e, após alguns anos a trabalhar em escritórios de contabilidade para ajudar a sustentar a família (o pai morreu muito cedo), arranjou emprego na área. Mudou-se com a mãe para os Estados Unidos e, posteriormente, voltaram a Paris, em 1946.

René Goscinny escreveu várias séries de banda desenhada, todas elas de sucesso. Além de Astérix e Lucky Luke, há Le P…