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Mensagens

Looking for Alaska

MANIC PIXIE DREAM GIRL ALERT!!!! Comprei este livro como parte de uma box set com todos os livros do John Green, porque estava barata e eu estava curiosa. Decidi começar a ler por ordem cronológica, e este veio primeiro. O título dera-me a entender que o livro poderia ser sobre pessoas perdidas a tentar chegar ao Alaska. Porém, é sobre um rapaz aborrecido e sem vida social que vai para um colégio interno, onde consegue fazer amigos sabe-se lá como e se apaixona por uma rapariga supostamente inalcançável (embora seja bff do roomie dele), fascinante, mórbida e ~~~ damaged ~~~ (e, obviamente, incrivelmente bem parecida, senão, quem é que ia querer saber dela?). Que se chama Alaska e que depois morre. Boo-hoo. Percebam a profundidade da tipa: "Why do you smoke so damn fast?" I asked. She looked at me and smiled widely, and such a wide smile on her narrow face might have looked goofy were it   not for the unimpeachably elegant green in her eyes. She smiled with all ...

The Complete Maus

Não sou boa a fazer reviews de Graphic Novels, parte 2. De qualquer maneira, acho que já toda a gente sabe sobre o que este é: O mais incrível neste livro foi a forma como Vladek conseguiu sobreviver a tudo pelo que passou durante a II Guerra Mundial: ser prisioneiro de guerra, a morte do primeiro filho, as estadias em Auschwitz e Dachau, tudo o que aconteceu com a sua restante família, e a resiliência e inteligência com que ele conseguiu garantir a sua sobrevivência (e como lutou pela dos restantes), ao conseguir comida, abrigo e dinheiro em situações impossíveis e, quando tudo isso já parecia ter terminado, a depressão e suicídio da sua mulher, Anja. Ao mesmo tempo, é-nos apresentada a relação conturbada entre Art e Vladek. 4.5/5 Podem comprar esta edição aqui  e em português aqui .

Hyperbole and a Half

Não sou boa a fazer reviews de Graphic Novels, um género que nunca tinha lido antes, parte 1. E como não o sou, vou linkar directamente para o blog que deu origem a este livro . O livro inclui alguns dos posts mais conhecidos do blog, incluindo os sobre depressão: And that's the most frustrating thing about depression. It isn't always something you can fight back against with hope. It isn't even something — it's nothing. And you can't combat nothing. You can't fill it up. You can't cover it. It's just there, pulling the meaning out of everything. That being the case, all the hopeful, proactive solutions start to sound completely insane in contrast to the scope of the problem. It would be like having a bunch of dead fish, but no one around you will acknowledge that the fish are dead. Instead, they offer to help you look for the fish or try to help you figure out why they disappeared.  E outros, novos, incluindo um incrível sobre um ga...

Lysistrata

(Esta review está um pouco atrasada, que adoptei um horário das-9h-às-17h e a semana foi complicada) Quando decidi enveredar por estes caminhos para explorar as bases da cultura ocidental etc etc não estava à espera disto. Lysistrata é não uma tragédia, mas uma comédia, sendo-o também no sentido corrente da palavra. Dando o título ao livro, a personagem principal é uma mulher que desenvolve um brilhante plano para dar fim à guerra do Peloponeso, da qual todas as mulheres gregas estavam cansadas: CLEONICE And why do you summon us, dear Lysistrata? What is it all about? LYSISTRATA About a big thing. CLEONICE And is it thick too? LYSISTRATA Yes, both big and great. CLEONICE And we are not all on the spot! LYSISTRATA (wearily) Oh! if it were what you suppose, there would be never an absentee. No, no, it concerns a thing I have turned about and about this way and that so many sleepless nights. Estas mulheres queixam-se da falta dos seus maridos, da falta de ...

Medea

Heaven has no rage like love to hatred turned, Nor hell a fury like a woman scorned , segundo uma peça do William (não Shakespeare) Congreve que nunca li. Os protagonistas, Jason e Medea, eram-me já conhecidos de um filme que costuma dar na Páscoa mas onde não entra o Charlton Heston. Nesse filme, porém, e ao contrário desta peça, Medea era uma personagem secundária. Euripides pega na história no ponto em que eles são já casados e pais de dois filhos. Jason decide abandonar Medea pela filha do rei lá do sítio. Ela fica, obviamente, furiosa, relembrando as juras que ele lhe tinha feito e o facto de ter matado o seu irmão e abandonado a sua família e terra por causa dele. Depois disso, Creon, o rei lá do sítio, vai falar com ela para a expulsar das suas terras. Ostracizada - sem jóias, carro (por acaso nem por isso, que no fim vai-se ver e tem uma carruagem com DRAGÕES), casa -, Medea não aceita tão bem como Ágata ficar só com os filhos, para quem Jason tinha planos que roçavam ...

Poetics

Aquilo que não confessei no blog é que comprei uma série de peças clássicas e comprei este para as acompanhar. Andava-me a sentir inculta no que respeita às origens do cânone literário ocidental, e o BookDepository é um enabler que me manda descontos de 10% porque algo que eu nem me lembrava de ter na wishlist foi declarado out of print . Tenho andado com dificuldades em focar-me na leitura, e decidi ler o Poetics  para ver se me reinspirava. Primeiro: Nunca tinha lido Aristóteles (e tenho licenciatura em Ciência Política - retirem daqui o que quiserem sobre a qualidade do ensino), e fiquei surpreendida com o quão fácil de ler isto foi (embora não recomende totalmente enquanto leitura de autocarro). Segundo: qualquer pessoa que goste de e/ou ambicione escrever devia ler isto, pois em 60 páginas (na minha edição), temos a explicação e a introdução das tragédias gregas (sendo poesia e drama considerados uma só categoria), uma listagem das suas componentes ideais e nece...