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Mensagens

O Castelo dos Animais 3 – A noite dos justos

O terceiro de quatro álbuns d' O Castelo dos Animais  (e o quanto anseio pelo quarto!) A noite dos justos , mais uma vez assinado por Xavier Dorison e Félix Delep, retoma, naturalmente, onde ficámos no final d' As margaridas de inverno . O mundo e o contexto destes animais continua a ser desenvolvido, começando este volume com um flashback  à época antes de Silvio ser presidente;  A luta pela liberdade continua a mostrar-se difícil, havendo vários retrocessos, frustração, e até violência da parte dos revolucionários que se queriam pacíficos. De modo a quebrar a resistência, a desigualdade entre os animais é aumentada. A democracia não é uma construção fácil, a revolução pacífica não traz resultados imediatos, a educação e emancipação dos animais perante tantas adversidades é dura - não será mais fácil a resignação? No entanto, este volume traz algo de profundamente optimista e de uma sensibilidade tremenda. Mais uma vez, os desenhos são lindíssimos e as cores utiliza...

2023 | Setembro

Mês parco de leituras mas abundante na estante (esta última rimou). Comprados & Recebidos Ora bem, falei acima de abundância. Além das compras espanholas, já mencionadas e que me deixaram na bancarrota (e pior teria sido com menos auto-controlo), comprei uma belíssima edição da Penguin de The Nutcracker , de TE Hoffmann (quem já tenha ouvido o podcast talvez compreenda esta aquisição), o meu respectivo ofereceu-me o vol. 9 de Sailor Moon  (quase a terminar a série!!), chegaram os quatro primeiros títulos da Colecção Levoir deste ano (os dois volumes de Moby Dick , de Chabouté, Os Mares do Sul , de Hernán Migoya e Bartolomé Seguí, e Assombrada , de Shaghayegh Moazzami) e  Taqawan , de Éric Plamondon, da minha La Kube  do mês. No campo dos recebidos, a maravilhosa edição de  Memórias de uma Menina Bem-Comportada , de Simone de Beauvoir, da Quetzal;  Está tudo bem, a sério , de Monica Heisey, da nova chancela da Porto Editora, Singular; e, d'A Seita, vier...

Fora da Estante S02 E09

O nono episódio da segunda temporada, assim denominada não só pelo hiato de ano e meio, mas pelo novo molde. Podem comprar aqui os livros mencionados: Domingo Negro, de Thomas Harris | disponível em  português The Turnout, de Megan Abbott | disponível em  inglês Oedipus Rex, de Sófocles | disponível em  inglês Artemisia, de Anna Banti | disponível em  inglês Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens, de Jean-Jacques Rousseau | disponível em  português Anne of Green Gables, de LM Montgomery | disponível em  inglês  | disponível em  português Breve História da Índia, de John Zubrzycki | disponível em  português Disponível no  Spotify  na  Apple  e  noutras plataformas . O próximo será, como o ouvinte atento saberá, no primeiro Sábado de Novembro.

Hamnet

Every life has its kernel, its hub, its epicentre, from which everything flows out, to which everything returns. Hamnet é um livro que alguns saberão que li já há quase um ano; é assim que este blog anda e peço desculpa. Hamnet , mais que isso, é uma exploração da ligação entre Hamlet , a conhecida peça de Shakespeare, e a morte precoce do seu filho Hamnet, com 11 anos. E mais que isso, mais que uma história familiar, que uma ficção histórica, é um belíssimo e poderoso retrato de amor, sofrimento e luto, que Maggie O'Farrell escreveu com mestria. Muito pouco é realmente conhecido sobre a vida de William Shakespeare (que, nesta obra, nunca é chamado pelo nome, mas por outros substantivos, o filho de John o luveiro, o jovem professor de latim, o escritor, o marido de Agnes, depois o pai de Susanna, Hamnet e Judith - quase sempre definido pelas suas relações familiares, pois a história é sobre a sua família) e Agnes/Anne Hathaway. Há, é claro, filmes que teorizam sobre um casamento i...

Fun Home

Mais um clássico ao qual cheguei tardiamente. Fun Home , de Alison Bechdel (nome que já me era muito familiar devido ao teste ), é uma memória que funciona de várias maneiras: enquanto história de crescimento, de descoberta da sexualidade, mas também de desconstrução e reconstrução da memória do pai de Alison Bechdel, e da relação que ela tinha com este. Alison Bechdel relata, em sete capítulos, aquela que não terá sido a infância mais feliz, com um pai que tinha herdado (e exercia em part-time ) um negócio de funerais (daí o título, irónico de várias maneiras), também era professor de inglês, e vivia para restaurar a mansão vitoriana decrépita em que se inseria o negócio e na qual Alison cresceu com os pais e os irmãos, sendo as crianças frequentemente obrigadas a ajudar na casa funerária. Caso a ideia de crescer numa mansão assim, numa casa funerária, não fosse inconvencional o suficiente, o pai de Alison, perfeccionista, excêntrico, pouco afável com a família, era secretamente homos...

Espanha 2023

Algo que, em tempos, fiz muito por aqui, foi posts  sobre livrarias visitadas em viagem - ao ponto de ter uma página/destaque assim dedicada a roteiros literários . Com o covid e outras responsabilidades familiares, as viagens ficaram um pouco paradas, mas este ano tive a oportunidade de visitar algumas cidades e vilas espanholas, destacando aqui aquelas nas quais comprei livros: Sevilha, Huelva, Cáceres e Salamanca.   Sevilha e Salamanca não são, aliás, novidades aqui pelo blog, sendo cidades que eu já tinha visitado no passado; e muitas das livrarias destas cidades se repetiram, na verdade. Desta vez, em Sevilha, houve tempo apenas para a pequena Casa del Libro da Calle Sierpes e para a Librería Verbo, na mesma rua (a Rayuela Infancia, infelizmente, estava já fechada por motivos de horário de verão); em Salamanca, além das já visitadas Librería Nueva Plaza Universitaria, Letras Corsarias e Librería Victor Jara, conheci também a histórica Santos Ochoa (e ficou a faltar a La...