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Espanha 2023

Algo que, em tempos, fiz muito por aqui, foi posts sobre livrarias visitadas em viagem - ao ponto de ter uma página/destaque assim dedicada a roteiros literários.



Com o covid e outras responsabilidades familiares, as viagens ficaram um pouco paradas, mas este ano tive a oportunidade de visitar algumas cidades e vilas espanholas, destacando aqui aquelas nas quais comprei livros: Sevilha, Huelva, Cáceres e Salamanca.

 


Sevilha e Salamanca não são, aliás, novidades aqui pelo blog, sendo cidades que eu já tinha visitado no passado; e muitas das livrarias destas cidades se repetiram, na verdade. Desta vez, em Sevilha, houve tempo apenas para a pequena Casa del Libro da Calle Sierpes e para a Librería Verbo, na mesma rua (a Rayuela Infancia, infelizmente, estava já fechada por motivos de horário de verão); em Salamanca, além das já visitadas Librería Nueva Plaza Universitaria, Letras Corsarias e Librería Victor Jara, conheci também a histórica Santos Ochoa (e ficou a faltar a La Latina, por motivos de siesta).

 


Em Cáceres, por motivos de siesta e visitas guiadas com hora marcada, conheci apenas a La Puerta de Tannhäuser (sendo que existe também uma em Plasencia, cidade a visitar em oportunidade futura); em Huelva, quis conhecer a Pop Art Comics, livraria dedicada à nona arte, e a Librería Dorian. Nenhuma destas três desiludiu - adorei em particular o atendimento super personalizado e cuidado na Pop Art Comics, em que o proprietário, na ausência do livro pelo qual perguntei, me sugeriu vários outros de forma incansável -, mas todas estas livrarias - e as anteriores - são, para mim, exemplares.

 


Não se surpreenderão, talvez, ao descobrir que deram entrada 14 livros cá em casa, sem lugar nas estantes para os acolher, 9 dos quais aquisição minha, quase todos wishlist planeada. Cá por casa faz-se, ultimamente, por ler mais em espanhol, e todos estes livros são de língua original espanhola. A variedade que se encontra nas livrarias independentes espanholas é riquíssima, e senti um deslumbramento que infelizmente não sinto há muito em nenhuma livraria nacional. Há muita literatura hispano-hablante, muita literatura traduzida, muitos clássicos ilustrados (uma tendência que me maravilhou), muitas novelas gráficas em qualquer livraria, e muita gente sempre a frequentar estes espaços, a perguntar por títulos, a comprar livros.

 


Nem vou tentar enumerar os livros cuja existência desconhecia, e que entraram directamente para wishlist, porque infelizmente não dá para trazer tudo.

 


Deixo-vos a lista dos livros comprados, da pilha fotografada acima, e fotos das várias livrarias visitadas.

Platero y yo, Juan Ramón Jiménez
Marianela, Benito Pérez Galdós
Memorias de Idhún - La Resistencia I, Busqueda, Laura Gallego
Nela, Rayco Pulido & Benito Pérez Galdós
Baños Pleamar, Isaac Sánchez González
Paraíso inhabitado, Ana Maria Matute
La Saga de Atlas & Axis: Edición integral, Pau
Solo quería bailar, Greta García
Poeta Chileno, Alejandre Zambra
Campos de Castilla, Antonio Machado & David de las Heras
Entre visillos, Carmen Martín Gaite
La voz dormida, Dulce Chacón
El Camino, Miguel Delibes
El sentido de la vida, Juan María de Comerón



Comentários

  1. Por outro lado, a tua carteira e o teu espaço nas estantes agradecem-te não seres como eu e te deslumbrares em toda a capelinha nacional! :-) Uma fácil, é o que eu sou...
    Ainda bem que tiveste disponibilidade para voltar a Espanha. É verdade, ser mãe de peludos torna a logística da vida muito mais complicada. Aquela livraria logo no início é um palco? É giríssima!
    Tantos livros aprovados! Tenho gostado muito de tudo o que li do Zambra e esse está na calha. E gostava de ler mais Miguel Delibes depois de ter lido "Os Santos Inocentes". O Platero é uma fofura e a "Voz Adormecida" foi um dos melhores para mim, este ano.
    Paula

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    Respostas
    1. Olha que a carteira não adorou estas férias, mas depois do ano passado (em que a Mimi esteve muito doente e as duas semanas de férias foram mais como uma licença remunerada para cuidar dela), foram bem merecidas!
      Sim, fui a vários sítios e elas, de certo modo, foram atrás :) ficámos "sediados" em casas de família em Portugal e fomos passeando onde possível.
      É a Librería Verbo em Sevilha, que é num antigo teatro :)
      Lembro-me de ter visto a tua opinião do da Dulce Chacón e foi mesmo isso que o catapultou para o topo da wishlist. Quando o vi na última livraria visitada, em edição de bolso e tudo, não resisti :) o Miguel Delibes não é fácil de encontrar por cá, pois não? Sinto que os únicos adquiridos que se arranjariam cá facilmente são o do Zambra e o Platero...
      (há uma estátua do Platero na Casa Colón em Huelva!)

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    2. E aquele comentário acima é, obviamente, meu - o pc tinha-me feito logout e não reparei...

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