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Mensagens

Blacksad #5 Amarillo

Comecei a ler uma série de banda desenhada pelo volume 5.


Comprei este livro no ano passado, maioritariamente pela capa, como poderão ter tido oportunidade de ler neste meu post sobre a Feira do Livro. É um gato a conduzir um carro amarelo, ou seja, basicamente tudo o que eu podia pedir da capa de um livro.

Para quem segue este blog há pelo menos um ano, sabe que estou ainda a recuperar um certo atraso nos posts - emigração laboral de dois meses, uma cirurgia e uma pós-graduação complicaram-me um pouco a vida. Assim, já sabem que eu comprei os volumes #2 e #4 na Feira do Livro de Lisboa, e, dada a sua indisponibilidade por terras lusas, irei encomendar os restantes na Amazon espanhola. Isto deve-se ao facto de, não obstante ter gostado deste livro, achar que o perceberia melhor tendo lido todos os anteriores.
Ora, um carro amarelo, Amarillo, Texas, muito amarelo em geral. As cores neste livro são lindíssimas, o calor do sul dos Estados Unidos traz-nos mais amarelo e cores vivas, a con…
Mensagens recentes

O Baile

Mais uma para a onda de novelas gráficas que este blog atravessa.

O meu companheiro comprou este livro no Contacto, em Abril, tendo-nos sido recomendado não só pelos senhores da Legendary Books, como pelos prémios que terá recebido. A ideia por trás é também bastante interessante: zombies e Estado Novo. E como combinar os dois?
1967, o Papa vem a Portugal. Assim, torna-se necessário "tomar medidas para que a visita seja exemplar e sem incidentes. Parte dessa iniciativa passa por calar e desmistificar rumores de actividades pagãs e sobrenaturais em vários pontos do país...". Assim, Rui Brás, inspector da PIDE, é enviado a uma vila costeira para investigar "histórias de gaiatos" que reportam a existência de zombies no local.
Nesta aldeia, nada é o que parece - o povo da aldeia é frequentemente atacado por um exército de zombies vindos do mar, que levam outros com eles. A culpa é atribuída a uma mulher (claro!), que canta à lua pelo seu amor perdido e que toda a alde…

A Sucessora

O livro que se desconfia que Daphne du Maurier plagiou.


Começo por dizer que li Rebecca há uma boa meia dúzia de anos e achei um muito bom livro (não como adorei My Cousin Rachel), não obstante a narradora tontinha que só sabia dizer coisas como "I'm so glad" e afins. Nunca vi o filme do Hitchcock, porque sei ser diferente numa parte essencial da história e fui adiando, mas lá chegarei.
Ora, há uma enorme polémica porque consta que Daphne du Maurier se baseou nesta obra para escrever RebeccaA Sucessora passa-se no Brasil, nos anos 30, e a sua publicação antecede a de Rebecca por alguns anos, confere. Se formos pegar naquela outra polémica de Max e os felinos vs Life of Pi, o Brasil parece ser um bom lugar para ir buscar inspiração literária. Se formos pegar nos clássicos gregos, percebemos que eles  iam todos buscar inspiração ao mesmo sítio, porque há umas cinco Medeias e Electras diferentes e já Aristóteles dizia que há praí cinco histórias diferentes e tudo deriva …

Pássaro que Voa

Os pássaros migram - e as pessoas também.

Pássaro que Voa, de Claudio Hochman, é um conjunto de contos que conta com ilustrações de Carlota Madeira Lopes, de 11 anos. Estes contos reflectem vidas migrantes, nas suas várias vertentes e dificuldades. Algumas das personagens são pessoas "comuns" - outras são pessoas de renome, como Einstein, Hemingway e Cortázar, que no decorrer das suas vidas, e por motivos diversos, migraram.

Entre histórias mais felizes e menos felizes, vamos acompanhando este grupo de pessoas, que saíram do seu país em busca de melhores condições de vida, a perseguir um sonho ou, simplesmente, em trabalho. Várias das histórias acabam por se interligar, na segunda parte do livro, e às vezes é necessário voltar atrás umas páginas para voltar a ligar as personagens. Encontros, desencontros e ligações.
O destino destes migrantes raramente é revelado, bem como a época em que a sua mudança se deu; apenas sabemos que são pessoas que saíram da sua casa, quais os se…

2018 | Junho

E já lá vai metade do ano.


Recebidos Recebi o mais recente livro de Ondjaki, Há gente em casa. Do autor, li apenas Os da minha rua, que adorei; o meu namorado tem mais livros dele, leu vários, e gosta muito. É desta que me estreio na sua poesia!
Comprados Podem ver o absurdamente longo post acerca da Feira do Livro aqui; estão lá as minhas compras e as do meu amor, e algumas estão fotografadas ali em cima, mas deixo aqui a lista (alguns destes foram comprados em Maio, ainda, mas ainda assim):
O Imperador de Portugal, de Selma Lagerlöf AGAMEMNON: Fui ao supermercado e dei porrada ao meu filho e outras peças, de Rodrigo García Blacksad, volumes #2 e #4, de Díaz Canales e Juan Guarnido As Areias do Imperador, de Mia Couto O Outro Pé da Sereia, de Mia Couto O País do Carnaval, de Jorge Amado A Costa dos Murmúrios, de Lídia Jorge Perguntem a Sarah Gross, de João Pinto Coelho Perto do Coração Selvagem, de Clarice Lispector Antologia Poética, de Bocage Eurico, o Presbítero, de Alexandre Hercul…

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Avaliação do semestre!


1. O melhor livro que você leu até agora, em 2018. 
Os Armários Vazios, de Maria Judite de Carvalho. Não está a ser um ano particularmente espectacular, embora haja alguns destaques. Este é dos mais recentes que li, e só comprova que Maria Judite de Carvalho devia ser leitura obrigatória.
2. A melhor continuação que você leu até agora, em 2018. Só li duas continuações este ano, as da série Os Mauzões; Os Mauzões - Episódio #3, de Aaron Blabey, ganha portanto o troféu. Não costumo ler séries.
3. Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito. Medusa no Palácio da Justiça ou Uma História da Violação Sexual, de Isabel Ventura. Podem ler mais sobre os meus motivos aqui.
4. O livro mais aguardado do segundo semestre. (silêncio típico de quem não acompanha particularmente lançamentos e não sabe o que vem aí)
5. O livro que mais te decepcionou esse ano. Estou a sentir-me com muita sorte, porque não me veio nada à cabeça. Não tive uma enorme decep…