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Mensagens

Os Mauzões Episódio #2 Missão Depenada + #3 O bola de pelo contra-ataca

A continuação desta saga incrível!

Após ler o primeiro episódio de Os Mauzões, soube que tinha de continuar a seguir as aventuras destes vilões que decidem mudar de carreira.
Este livro é tão divertido como o primeiro: neste episódio, o Sr. Lobo, o Sr. Piranha, o Sr. Víbora e o Sr. Tubarão, decididos a melhorar as suas reputações (bem - o Sr. Lobo está decidido, os outros ainda não têm totalmente a certeza), decidem resgatar 10.000 galinhas mantidas em condições super cruéis num aviário ironicamente chamado de Aviário da Felicidade. Muitíssimo reminiscente das condições dos aviários de criação para alimentação ou ovos...
O Sr. Víbora fica particularmente entusiasmado com a missão - nunca nos deixando esquecer que uma das suas alcunhas é comedor de galinhas.
O Sr. Lobo, dedicado como sempre, sabe que precisa da ajuda de outro mauzão: o Patas, que é hacker e uma tarântula, e percebe imenso de informática, sendo portanto ideal para os ajudar a despistar o sistema de segurança ultra-sofi…
Mensagens recentes

A Guerra

Este post tem o seu quê de batota, pois este livro foi lido, por total acaso, na exposição patente no Museu da Presidência da cidadela de Cascais, à qual fui também por acaso.

Admiro imenso o trabalho da Pato Lógico. Conheço, infelizmente (ainda!) mal o trabalho de José Jorge Letria e André Letria, pai e filho, mas admiro imenso aquilo que conheço. Assim, e tendo reconhecido a capa da obra numa visita casual a Cascais (claro que ia à Dejà Lu - mas saí de mãos vazias!), decidi ir ver a exposição.

A guerra toma a forma brutal de todos os medos.
Há poucas coisas que admire mais do que livros infantis que conseguem cativar um adulto. A Guerra faz isto com total mestria: as frases são curtas, simples, mas acertam onde devem; as ilustrações são minuciosas. Em poucas frases e poucas páginas, os autores mostram e dizem o que a guerra, verdadeiramente, é.


A guerra gosta de reinar entre as ruínas.
Estudei Relações Internacionais. Não sou especialista em guerras - hell, não sou especialista em na…

2018 | Julho

Já passou mais de metade do ano, mas que raio?



Comprados

Ia dizer que não comprei nada em Julho, mas comprei um livro que é uma entrevista ao Marco Paulo por 1€ no Jumbo. Foi este:


Lidos

Neste mês dediquei-me ao #lerosnossos, e li os seguintes títulos de autores portugueses: Clube dos Clássicos Vivos: Contos Exemplares, de Sophia de Mello Breyner  Um livro comprado recentemente: Praça de Londres, de Lídia Jorge  Um autor português recomendado por alguém: Heroínas Portuguesas: Mulheres que Enganaram o Poder e a História, de Fina d'Armada  Um título que não te parece minimamente interessante, mas vais arriscar: Pensar. Sentir. Viver., de Judite Sousa e Diogo Telles Correia  Um livro que te custou uma pechincha: Os Sensos Incomuns, de Maria Isabel Barreno  Bónus: A Guerra, de José Jorge Letria e André Letria 
Também acabei de ler Le tour du monde en quatre-vingt jours, de Jules Verne, li Há gente em casa, a novidade de Ondjaki, Call Me by Your Name, de André Aciman, e comecei Midnight&…

SINtra

Mais um passo na minha conversão às novelas gráficas.

SINtra foi uma aquisição não planeada, por parte do meu companheiro, no Contacto, em Abril. Comprou-o por ser da zona de Sintra, tendo inclusive trabalhado em Sintra; na mesma tarde, conhecemos os autores, o Tiago e a Inês, e prometi-lhes uma review do livro. Na Feira do Livro de Lisboa, reencontrámo-los e eles lembravam-se da promessa ainda não cumprida. 
Mas Bárbara Ferreira cumpre todas as suas promessas, mais ou menos tarde, e aqui estamos.
SINtra aproveita-se da atmosfera mística da zona, que será familiar para quem a conhece; o nevoeiro, o aspecto fantástico da região, as muitas árvores e lendas. A floresta magnífica envolta em neblina e o respeito que inspira. Nunca/ainda não li O Mistério da Estrada de Sintra, mas se há zona misteriosa é sem dúvida essa. Em particular, os autores inspiraram-se numa casa abandonada, o Casal das Três Marias, nas Azenhas do Mar. Esta casa, que eu desconhecia (nunca tinha ido às Azenhas do Mar),…

Uma Pequena Sorte

Mary Lohan, Marilé Lauría, ou María Elena Pujol?

A D. Quixote diz que este é um thriller, e eu não leio thrillers; fiquei no entanto curiosa com a sinopse sobre uma mulher que tinha de reenfrentar o seu passado, uma mulher que já tinha sido três mulheres diferentes - e quis saber o porquê.
O início do livro é lento - muito lento. Tem algumas partes repetitivas, a reconstrução de um evento, mas ainda assim não sabemos o sucedido, aquilo a que vamos. No entanto, o desconhecido, neste livro, não me fez sentir desconfortável - fez-me sentir ansiosa por saber mais. Há livros (como Crónica de uma morte anunciada) que nos revelam tudo na primeira página; mas nem todos têm de ser assim, claro. Não tendo a perder interesse quando sei pouco sobre a narrativa, e isso é capaz de ser importante - sei que O Informador teve algumas dificuldades em se prender na leitura por este motivo.
Mas, como já disse, esta lentidão no desenrolar da história cativou-me. Sabemos que esta mulher, agora radicada em…

A Hora da Estrela

A dose anual de Clarice.

Este é o último livro da autora, uma novela na qual é relatado um tema ainda actual: a pobreza no Brasil. Rodrigo SM, o misterioso narrador do livro, diz que vai falar de uma outra pessoa, cuja identidade, a início, não é clara, no meio do monólogo errático do narrador - mas finalmente conhecemos Macabéa, a nordestina que procura uma vida melhor na cidade grande.
– E, se me permite, qual é mesmo a sua graça? – Macabéa. – Maca - o quê? – Bea, foi ela obrigada a completar. – Me desculpe mas até parece doença, doença de pele.
Rodrigo confessa a sua dificuldade em escrever sobre Macabéa, e é fácil compreender porquê.
Macabéa é uma pessoa... diferente. Rejeitada desde a infância, em Alagoas, onde nascera, órfã desde muito cedo, maltratada pela tia que a criou. Mal Macabéa se tornou maior de idade, a tia procurou ver-se livre dela, e arranjou-lhe um emprego, ainda antes de morrer, no Rio de Janeiro, como dactilógrafa. Macabéa vive num cubículo, numa casa que partilha co…