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Mensagens

Boulinier

O que acontece quando decido ir a um mercado de Natal?

Este é se calhar um dos posts mais ansiados por quem me segue no Instagram, onde vou partilhando alguns conteúdos. Já várias vezes partilhei os cenários tipo Cash Converters recheados de livros a 1€ e a apelativa frase "2 poches 0,50€" (dois livros de bolso, 0,50€) nas stories; há já demasiado tempo (início de Dezembro), partilhei uma pilha de livros. Contexto: fui ao mercado de Natal da Fontaine des Innocents e parei na Boulinier.
Eu nunca me tinha sentido particularmente tentada pela Boulinier - já tinha parado uns dois minutos nesta, e menos ainda na da blvd St. Michel - a verdade é que já tinha olhado para a secção de livros ingleses (há uma secção de livros noutras línguas) e só me apareciam aqueles livros dos anos 80.
Sabem, aqueles.

Que não são particularmente o meu género, digo eu do alto do preconceito de quem nunca os leu - e, na verdade, os três acima não só têm o Fabio na capa, como são da autoria do Fabio. …
Mensagens recentes

2018

Também este post vem atrasado: alguns dos meus planos para 2018.

Livros que quero ler Desde 2010 ou 2011 que o meu "objectivo" é 30, porque me acredito capaz de ler 30 livros. Apenas faço isto porque tenho Goodreads, confesso; de outra maneira, não estabeleceria uma meta. Na maioria dos anos superei, e muito os 30 - mas anos houve já que fiquei aquém. Não acredito em ler em quantidade, acredito em ler qualidade, e seria incapaz de ler apenas "pelos números". Ou seja, este é um "não-objectivo", é um número indicativo.
Não faço listas de livros que quero ler em 2018, porque esses vão vindo e fluindo.
Livros que quero comprar Este ano quero, muito definitivamente, comprar muito menos livros. Tinha este plano definido para 2017, mas fui trabalhar para Paris durante dois meses e comprei cerca de 20 livros (mais sobre isso abaixo). Excepções que me permito: viagens e Feira do Livro. Sou racional ao ponto de não comprar livros com 20% na Feira do Livro, e a compr…

Vaux-le-Vicomte

O Château onde pode ter nascido o absolutismo de Louis XIV.


Este post pode parecer um pouco rebuscado, mas dois motivos fizeram com que decidisse publicá-lo: as ligações que se podem estabelecer entre este lugar e a literatura e, bem, o blog ser meu e eu fazer o que quiser.

Já tendo ido duas vezes ao Château de Versailles, achei que era a altura de diversificar os meus destinos e comecei a minha tour de palácios ao visitar o Château de Vaux-le-Vicomte. Este palácio fica um bocado no meio do nada: tem de se apanhar um comboio na Gare de l'Est (o transilien linha P em direcção a Provins) e, posteriormente, apanhar o ChâteauBus, um shuttle que está combinado com as horas do comboio. Ou seja: é preciso planear, mas é fácil.


Sente-se a magnificência do espaço logo que se vê o portão: mesmo não sendo visível o palácio (coberto por outros edifícios), sente-se a grandiosidade e tudo o que foi investido na sua construção e planeamento. E aqui se começa a perceber um pouco dos aconteciment…

Librairie Jousseaume

Um pequeno tesouro num dos espaços mais bonitos de Paris.


Descobri esta livraria meio por acaso. Encontrei-me com uma prima minha, que não via desde 2005 e que está a viver em Paris há um ano - achei que seria a ocasião ideal para reatar relações. A certa altura ela sugeriu-me irmos à Galerie Vivienne, um sítio muito bonito e muito perto.

Em 2015 eu já tinha querido ir à Galerie Vivienne: é uma das passages couvertes de Paris, pequenas galerias comerciais que também funcionam como túneis ou passagens secretas entre algumas ruas ou bairros. Constava que a Galerie Vivienne seria a mais bonita. Não consegui ir, porque na altura o melhor companheiro e eu demos umas voltas erradas e, quando chegámos, o acesso à Galerie estava já fechado (era de noite).

É lindíssima. Num canto, vi uma livraria de livros antigos: a Librairie Jousseaume. Folheei um livro do André Malraux (mas não comprei). Fundada em 1826, a livraria mantém o seu aspecto clássico, algo possivelmente acentuado pela beleza do e…

The Birds and other stories

Li este livro para o projecto Outubro Gótico, da Catarina.

Só isto já adianta o quão atrasada está esta opinião, certo? Este livro é um conjunto de contos, com o qual estava curiosa há vários anos - primeiro, porque vi o filme do Hitchcock há vários anos - tantos que não me lembro exactamente do filme; segundo, porque em 2013 li o Rebecca, há cerca de um ano li o My Cousin Rachel, e simplesmente adoro Daphne du Maurier.
Esta edição tem um prefácio, já agora, sobre a forma como alguns livros de Daphne du Maurier foram adaptados para o cinema, e alguns comentários e críticas sobre essas adaptações e as diferenças consequentes das mesmas - é um prefácio que vale a pena ler, e confesso que esta não é uma frase que eu diga muitas vezes. Não gosto de prefácios.
O nome original deste livro seria The Apple Tree, mas com a popularidade do filme foi reeditado com o destaque aos Pássaros.
Sendo um livro de contos, vou falar deles, um a um.

The Birds

Suponho que a maioria já tenha visto o filme, …

novidades de Novembro

Apesar de ainda estar em França, tenho estado atenta às edições em Portugal.


E aqui tenho três novidades que não podia perder:

Lápides Partidas, de Aquilino Ribeiro. Como mencionei aqui, Aquilino Ribeiro era um autor que eu tinha na minha wishlist de Feira do Livro, e que, na altura, não trouxe; vinguei-me portanto com esta novidade da Bertrand.
Libório Barradas, ainda preso às recordações tão profundamente sentidas de Santa Maria das Águias, deixa o enquadramento serrano da sua juventude e vem encontrar na Lisboa do tempo o ambiente pré-revolucionário que dois anos depois iria provocar o derrubamento da monarquia. (...)
Os Loucos da Rua Mazur, de João Pinto Coelho, é o Prémio LeYa de 2017. Nunca li nada do autor, mas sei que o seu livro anterior foi finalista do mesmo prémio, portanto tenho expectativas algo elevadas. Tenho curiosidade quanto a prémios literários - tenho em casa, ainda por ler, a edição BIS do Prémio LeYa de 2011, O Teu Rosto Será o Último, de João Ricardo Pedro; ambos…