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Mensagens

The Midnight Kittens

A suposta terceira parte da saga The Hundred and One Dalmatians . Podem verificar aqui que adorei o primeiro livro , e gostei um pouco menos do segundo , que teve, ainda assim, valor de entretenimento. Tendo-me apercebido que haveria um terceiro (embora com gatos no título...?), entrou rapidamente na minha wishlist . Vou desde já colocar aqui que é complicado compreender por que motivo é vendido como a terceira parte dos dálmatas, quando estes não figuram, de todo, no livro. É, ainda assim, um livro infantil sobre gatos, e teria muito para dar certo. Os gémeos, órfãos, Tom e Pam, de talvez dez anos, andam num colégio interno, e vão passar férias com a sua avó, no campo. A avó conta-lhes que, à noite, aparecem uns ouriços a quem ela tem deixado pão e leite, para se alimentarem, mas que os mesmos são tímidos, e recomenda-lhes que os espreitem da janela. Enquanto os irmãos aguardam, soa a meia-noite e, do nada, aparecem quatro pequenos gatinhos, que bebem o leite e desapa...

Historias de adormecer para raparigas rebeldes 2

O segundo livro desta colecção de sucesso. Depois de ter lido o primeiro volume , no final do verão do ano passado, tinha ficado com muita curiosidade para ler este. A sua entrada na rede de Bibliotecas Municipais de Lisboa foi o único "empurrão" necessário para proceder à sua leitura. Já agora, a Biblioteca de Belém é um espectáculo, e recomendo muito a visita. Telefonaram a dizer que a minha reserva chegou e, nas traseiras, alojam o Corações com Coroa Café . Este volume, tal como o anterior, apresenta a história de 100 mulheres que se terão, de algum modo, destacado, mulheres de vários pontos do mundo (mas volta a sentir-se o peso do mundo ocidental, infelizmente) e de vários momentos históricos, bem como mulheres contemporâneas. Cada breve história (curta, sem permitir que se perca a atenção) tem uma ilustração, repetindo o formato de sucesso do volume anterior. A arte é um ponto muito positivo do livro, com ilustrações coloridas e apelativas. Destaco o fa...

Nós Matámos o Cão-Tinhoso

Um clássico da literatura moçambicana. Tinha este livro à minha espera na estante há cerca de dois anos, numa compra motivada por Os da minha rua , de Ondjaki . Há, na obra de Ondjaki, todo um capítulo emocional sobre a leitura da obra de Luís Bernardo Honwana. O Cão-Tinhoso é, muito simplesmente, um cão tinhoso. Um cão velho, doente, moribundo. Só Isaura, uma menina, gosta dele - faz-lhe festas, alimenta-o. E, por isso, Isaura é considerada louca. Mas o narrador da história é Ginho, um rapaz que é gozado por todos os colegas, na escola, nos jogos de futebol. Ginho sente alguma empatia pelo cão, embora não consiga perceber porquê. O Cão-Tinhoso tinha uns olhos azuis que não tinham brilho nenhum, mas eram enormes e estavam sempre cheios de lágrimas, que lhe escorriam pelo focinho. Metiam medo, aqueles olhos, assim tão grandes, a olhar como uma pessoa a pedir qualquer coisa sem querer dizer. E um dia o Dr. Duarte, veterinário, pressiona e convence os rapazes a abater o Cão-...

Descender vol 2. Lua Máquina + vol. 3 Singularidades

Review  conjunta - li os livros seguidos, tal o entusiasmo. Tendo adorado o vol. 1, Estrelas de Lata (para o qual tinha enormes expectativas, dadas as recomendações de muitíssima confiança, nomeadamente o facto de a maior influencer da minha aldeia adorar Jeff Lemire), foi com grande alegria que vi estes dois volumes darem entrada na minha estante. E, vendo-me com tempo, li os dois, de enfiada. Se o primeiro volume faz um magnífico trabalho a introduzir as personagens e a narrativa, o segundo volume (cuja arte é belíssima) traz desenvolvimentos empolgantes, que começam a dar mais forma e sentido à história. Também desenvolvida é a empatia do leitor com TIM-21 - que já não é o único restante da sua "espécie". Conhecemos TIM-22, que, apesar das enormes semelhanças físicas, difere muito de TIM-21 em carácter - o seu ambiente "familiar" fora muito diferente, fazendo dele um robot com motivações e inclinações díspares. Após a revelação do Dr. Quon so...

Elizabeth and Her German Garden

Possivelmente um dos livros mais específicos que já li: uma mulher e o seu jardim. Como o título deixará adivinhar, o livro é sobre uma mulher e o seu jardim. Um pouco mais a fundo: é um livro semi-autobiográfico, escrito por Elizabeth von Arnim (autora de The Enchanted April, também na estante), nascida na Austrália em 1866, sobre a sua vida e o seu jardim na região de Nassenheide, na Pomerânia, onde ficava a casa do seu marido. A ideia é que a casa do marido ficaria num local bastante remoto e retirado da Alemanha, algo que, para uma mulher naquela altura, seria deprimente e reclusivo (recordemos que, em 1898, a vida de uma mulher da nobreza seria, basicamente, a sociedade). No entanto, Elizabeth encontra consolo, alegria e um enorme passatempo entre os seus livros e o planeamento do seu enorme jardim. Este livro é escrito como uma espécie de diário, no qual são descritos episódios e anedotas familiares. Entre o marido, que é denominado "The Man of Wrath" (ou tamb...

O Martelo

Cheguei a esta obra sem saber ao que ia. Foi-me indicado O Martelo  como a sequência lógica por ter gostado de Um útero é do tamanho de um punho , de Angélica Freitas ; também me foi dito, pela Gabriela, que estava na Feira do Livro de Poesia e mo recomendou, que a presença da autora, Adelaide Ivánova, no Instagram, era forte. Comprei o livro, segui a autora e dirigi-me a um café, para começar a ler. É poesia - e vocês já saberão a minha relação complicada com o género. O Martelo  é um livro sobre sexualidade feminina e violência (violência sexual incluída), narrado por uma voz feminina anónima. O livro está dividido em duas partes, inspirado, segundo a própria autora, no primeiro Imperador Romano Cristão (Constantino), que estabelecera que a violação e o adultério eram ambos crimes semelhantes, cometidos pela mulher. Sim, precisamente. É um livro violento, é certo, mas é um livro que mostra que a autora não tem receio em se exprimir. E a violência nun...