Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

2024 | Agosto

O resto do mês, excluindo o que já contei na publicação da romaria a Espanha . Comprados & Recebidos No início do mês, cá em casa aproveitou-se a muito boa promoção da Editora Devir e vieram Como Antes , de Alfred, e Crónicas da Birmânia , de Guy Delisle. Da La Kube, Le Silence des Pins , de Philippe Lescarret. Também comprei o Vol. 1 de The Rose of Versailles , de Rioko Ikeda, porque me lembro vagamente dos desenhos animados e tenho vontade de ler. Lidos Nas primeiras semanas do mês, terminei o já mencionado The Tortoise and the Hare , de Elizabeth Jenkins (retrato muito interessante da dissolução de um casamento num estrato alto da sociedade inglesa dos 1950s, acompanhado de gaslighting ). Li, num dia (e finalmente!), Charlotte's Web , de EB White (acreditam que nunca tinha visto o filme?) e li o vol. 1 do manga Orange , de Ichigo Takano, que me sensibilizou e intrigou muito - preciso do vol. 2, que é o último. Li também Aqui é um bom lugar , de Ana Pessoa e Joana Estrela, e ...

Espanha 2024

Já se tornou habitual partilhar por aqui a minha romaria quase anual por terras espanholas. Este ano, as cidades contempladas (com livrarias, claro está) foram Zamora, onde visitei a Librería Semuret, a Espacio Lector Nobel e a Librería Octubre; Salamanca (como de costume!) onde, infelizmente, visitei apenas a Letras Corsarias (a minha favorita) e a Librería Victor Jara, sendo que não apanhei abertas nem a Nueva Plaza Universitaria (o que é uma pena, porque descubro sempre lá qualquer achado) nem a La Latina (esta última por questões de siesta); e Plasencia, onde visitei a La Puerta de Tannhäuser, cuja loja de Caceres tinha visitado o ano passado , e a sua "irmã" Mary and Percy.       A lista de livros comprados, entre dois cá em casa, e pela ordem da primeira foto: - Boxset Chica Revolucionaria Utena , de Be-Papas e Chiho Saito (esgotadíssimo em inglês há anos) - Las Primas , de Aurora Venturini - Las edades de Lulú , de Almudena Grandes (recomendação do clube de leitura...

Sinais de Fumo

Conheço o Alex Couto vai para 15 anos, e é com gosto que acompanho a sua obra desde Nova Lisboa , livro que lançou mais ou menos pela mesma altura em que eu fui expulsa da cidade onde nasci e na qual sempre tinha vivido.  Se Nova Lisboa  era uma revolta contra a gentrificação de Lisboa (situação que só tem vindo a piorar), e admitindo que não acompanhei os contos de  Ponta de um Corno , enquanto romance que procura retratar um lugar e uma época,  Sinais de Fumo  parece-me muito mais ambicioso. Conheço mal Setúbal (e guardo más memórias, em retrospectiva), e não conheço de todo o Bairro do Viso, que mais que um local onde se desenrola a narrativa, assume aqui um papel de personagem central. Porém, estou extremamente familiarizada com as dificuldades do período da troika , e conheço bem o suficiente a vida de bairro (apenas não suburbano) - apesar de algumas palavras serem, possivelmente, específicas do Viso, não tive de consultar quase vez nenhuma o glossário do ...

2024 | Junho e Julho

Não é só o blog que ficou parado estes dois meses - também as leituras ficaram. Comprados & Recebidos Excluindo as muitas compras da Feira do Livro, recebi duas caixas La Kube - Trois , de Valérie Perrin (o qual queria ler, mais por ter ideia que a linguagem seria acessível do que pelo hype  em torno da obra da autora) e  Cette nuit qui m'a donné le jour , de Frédéric Perrot (do qual nunca tinha ouvido falar, motivo pelo qual continuo a subscrever a caixa. Fui ao Festival de BD de Beja, do qual vieram o Vol 1 de A Raposa e o Pequeno Tanuki , de Mi Tagawa, que já via como esgotado em todo o lado, e Morro da Favela , de André Diniz. Outras compras, avulso: Os Mauzões Ep. 9 - O Grande Lobo Mau , de Aaron Blabey, e The Wild Robot , de Peter Brown. Lidos Continua a saga de Maio de ter lido muito pouco. Do meu desafio , terminei, em meados de Junho, o meu livro para Maio, aquele que me aguardava há mais tempo na estante: Moab is my Washpot , de Stephen Fry. Depois disso, li...

Sutra do Deserto

Foi através da distribuição online (gratuita, e encorajada) do primeiro volume de  Poesia de Resistência Palestiniana , em Novembro de 2023, que me apercebi da Traça Editora. Sutra do Deserto  é um livro de poesia da autoria do editor da Traça, de pseudónimo cobramor, e apresenta-se como "um poema longo composto como uma peça de free jazz sobre a destruição das zonas silvestres, a gentrificação, a uniformização cultural e o apocalipse capitalista".  De facto, sentimos em Sutra do Deserto  o ritmo variado, as cadências que denotam a liberdade criativa que cede ao improviso, como no  jazz . A musicalidade neste longo poema é forte, assentando em repetições de sons, de tonalidades, aliterações, que ganharia possivelmente muito ao ser lido em voz alta. o verde frio do todo-poderoso omnisciente omnipotente altíssimo capital santificado o vosso nome tempos|mortos|moribundos|doentios|patológicos areais sujos lojas inúteis trabalhos fúteis incham o abdómen do ânim...

Pardalita

"Qual é a distância a que se pode estar de alguém sem dar a entender que não se quer distância nenhuma?" Raquel tem 16 anos e vive numa pequena cidade no Norte de Portugal. Costuma passar o seu tempo com os seus amigos, Luísa e Fred, e tem um namorado, Miguel, com o qual não tem passado tanto tempo. Um dia, Raquel repara na Pardalita, que começa a observar à distância, sem a conhece, até ao dia em que se ligam através do teatro. Gostei muito desta história de auto-descoberta, primeiro amor, de compreender os sentimentos, de descobrir a beleza nas pequenas coisas e encontrar o seu lugar no mundo. Adoro que a Pardalita se chame "Pardalita", tornando-a menos numa personagem ou pessoa e mais num símbolo, num ideal, numa metáfora. Há alguns temas ao longo da narrativa, os verbos irregulares em inglês (irregulares como a vida), gatos perdidos, a crescente consciência social da mãe de Raquel para temas como o meio ambiente e os imigrantes. Na minha ausência reviram os verb...