Avançar para o conteúdo principal

Tangerina

Quando a Escorpião Azul anunciou este livro, eu sabia que tinha de o ter.


Eu tinha adorado absolutamente No Caderno da Tangerina; assim, esta sequela foi a minha grande e planeada aquisição no Festival Internacional de BD de Beja, onde o livro foi lançado. Assim, evitei, a início, ver a exposição da artista, no Festival, com medo de eventuais spoilers.

Além de minha primeira compra em Beja, também foi a minha oportunidade de conhecer a Rita Alfaiate, que é de uma simpatia imensa e me autografou o livro, fazendo uma bonita ilustração no interior (ver mais abaixo!). Ver o seu processo criativo foi mágico - e reitero, aqui, o quanto gostei de conhecer a Rita e falar um pouco com ela.

Nessa mesma noite, no hotel, e sem conseguir esperar mais, debrucei-me sobre Tangerina. Não sei se já deu para perceber o quanto eu estava entusiasmada.

Este novo capítulo da história apresenta-nos o ponto de vista da própria Tangerina, e é um livro sem dúvida feito para quem já tenha lido o primeiro, sendo companion books perfeitos. Após esta leitura, senti uma enorme necessidade de reler ambos os livros, de seguida - e foi isso que fiz antes de proceder a esta review.

 

(a própria Rita confirmou que essa releitura seria uma melhor estratégia)

Não consigo não reforçar o quão bom este par de livros é. O que Tangerina faz é trazer uma nova leitura, uma nova forma de ver os acontecimentos do primeiro livro. Se, no primeiro volume, Tangerina parece uma rapariga com problemas, algo agressiva, incapaz de se integrar na sua nova turma, o segundo livro, misturando eventos do anterior e acrescentando outros, novos, de um novo ponto de vista, vem alterar tudo.

O segundo volume acaba por ser mais pesado, mais negro; mostra-nos onde estão os verdadeiros monstros do caderno da Tangerina: em todo o lado. E são, muitas vezes, invisíveis (ou não perceptíveis como tal) perante o resto da sociedade.


5/5 magnífica leitura

Podem comprar esta edição na wook ou na Bertrand

Comentários