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rentrée literária 2019

Porque Setembro é um mês de novos começos, eu também estou em fase de grandes mudanças pessoais e, bem, apeteceu-me.


Ou seja: lançamentos recentes ou recentemente anunciados para o resto do ano, com os quais estou particularmente curiosa e nos quais quererei, mais cedo ou mais tarde, pegar (que é como quem diz: olá, Feira do Livro 2021).



Jorge Amado: Uma Biografia, de Joselia Aguiar.
Enquanto pessoa que adora Jorge Amado, esta é uma oportunidade para conhecer melhor o autor que não quererei deixar passar. Cheguei a folhear este na Ler Devagar, mas o preço avultado faz-me deixá-lo para uma segunda oportunidade. Podem comprar aqui.

Hotel Melancólico, de Maria Gaínza.
Depois de ter adorado O Nervo Ótico, é normal que esteja ansiosa por mais um livro desta autora, mais uma vez uma obra que mistura a realidade com a ficção. E, pela sinopse, também este livro é centrado em arte. Podem comprar aqui.

Obras Completas de Maria Judite de Carvalho, vol. V.
Pré-comprado, claro, sem qualquer hesitação, apesar de ainda não ter conseguido ler o vol. IV, no meio de meses algo tumultuosos. Fiz pré-compra imediata. Podem (e devem!) comprar aqui.

O Banquete, de Platão.
Não devia estar aqui a publicitar novos lançamentos da Tinta-da-China, dada a sua idiota e misógina postura em momentos passados, mas é uma nova tradução de uma obra que eu adoro (e, infelizmente, anos volvidos sobre a minha leitura original, agora duvido da qualidade da tradução que li). Podem comprar aqui.

Descender, vol. IV, de Jeff Lemire;
Os Meus Heróis Foram Sempre Drogados, de Brubaker & Phillips;
Harrow County, vol. VI, de Cullen Bunn e Tyler Crook.
Ou, como quem diz, a G Floy mata-me lentamente.

Os Vencidos da História, de José Jorge Letria.
José Jorge Letria é um autor que admiro, e a ideia do livro cativou-me: um livro sobre aqueles que ficaram na história pelas suas derrotas, e não pelas suas vitórias. Muito curiosa! Podem comprar aqui.

O Terrorista Elegante e Outras Histórias, de José Eduardo Agualusa e Mia Couto.
Dois autores que prezo bastante, numa obra tripartida e escrita a quatro mãos. É preciso dizer mais? Podem comprar aqui.

Humildade Gloriosa, de Aquilino Ribeiro.
Este é só para Novembro, mas eu (todos nós, na verdade) preciso de ler mais Aquilino. Com orgulho beirão. Uma biografia romanceada de Santo António; promete imenso. É Aquilino e basta.

Meditações, de Marco Aurélio.
Tenho graves lacunas nos clássicos greco-romanos (apesar das minhas tentativas, aqui documentadas, de colmatar, pelo menos, a frente grega), e esta nova edição vem refrescar a minha curiosidade. Marco Aurélio pautava a sua vida por ideais que parecem interessantes, mas que, ao mesmo tempo, me fazem temer que o livro seja um verdadeiro clássico da auto-ajuda. Podem comprar aqui.

Mulheres, de Katherine Halligan.
Herstory, no original anglófono. Já sabia, há alguns meses, que este livro estava no prelo. Este tipo de livro está inegavelmente na moda, e eu própria já li uns quantos do género, como bem saberão. Muitos dos nomes serão, certamente, repetidos. Não me interessa, estou curiosa desde antes da edição portuguesa. Podem comprar aqui.

Da Sebe ao Ser, de Maria Gabriela Llansol.
Quero continuar a senda por Llansol - fiquei curiosa com a primeira prova, soube-me a pouco. Este volume tem textos inéditos. Podem comprar aqui.

O Homem Revoltado, de Albert Camus.
Sei que preciso mesmo de ler mais Camus (que não L'Étranger). Por que não este? Podem comprar aqui.

The Testaments, de Margaret Atwood.
A sequela de The Handmaid's Tale; possivelmente das sequelas mais antecipadas dos últimos tempos. Podem comprar aqui, ainda em inglês, claro, que só sai amanhã.


Comentários

  1. Dos que referes, estou muito curiosa com o «The testaments» e com a biografia de Jorge Amado. Boas leituras :)

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    1. Quero imenso a biografia do Jorge Amado, porque o adoro há anos e acho que deve ter tido uma vida mesmo muito interessante! O da Maria Judite de Carvalho era, para mim, irresistível, e veio logo, mas espero adquirir mais alguns destes :)

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  2. A sequela mais antecipada por mim é o 3º volume da trilogia Wolf Hall. :)

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    1. Não costumo ler sagas, séries, etc, por isso, antecipar uma sequela não é típico meu :) nunca li Hilary Mantel - mas tenho imensa curiosidade! Na wishlist há anos.

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  3. Se já andava com a overdose do Handmaid's Tale, nem imaginas como estou com os Testaments. Este mediatismo e secretismo à volta de um livro dá-me um bocadinho de asco, sabes? É só um maço de folhas, não a cura para o cancro!
    Pronto, agora que já desabafei, tens aqui uma wishlist tão bem recheada e variada que até mete inveja. Tudo da MJC, para sempre e sempre, claro!
    Do Mia Couto e do Agualusa devia ler TUDO o que cá tenho antes de estar a ansiar por mais!
    Não sabia do novo livro da Maria Gainza e também já estou em pulgas. Dela nunca ninguém fala. Não é norte-americana nem vale milhões. Ah, lá estou a azedar outra vez. ;-)
    Beijinho!
    Paula

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    1. O secretismo é terrível e acho absurdo, mas ainda assim estou muito curiosa com o que vai dali sair - no entanto, e até lá chegar, outros livros da Margaret Atwood estão no prelo.
      Maria Judite de Carvalho, tudo e sempre! Da dupla Couto/Agualusa, também tenho muito por ler (em casa e na vida), mas estou curiosa com o trabalho conjunto :)
      Gosto de acreditar que falo em/gosto de coisas variadas e que não me deixo levar por modas... gosto de acreditar! Pelo menos falo do que quero :)

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  4. E é por isso que faço (alguns) desafios literários, para me obrigar a investigar e a sair das minhas leituras de conforto.
    Nunca ouvi falar em Maria Gainza, confesso.
    Uau. A capa de Nervo Óptico é magnífica. E como sempre, a melhor biblioteca do mundo - Matosinhos - tem o livro. Boa!!!

    Gosto da Margaret Atwood mas esse vai ter de esperar bastante. Eu ainda nem li a Ferrante... :)

    Volto aos desafios. Decido passar duas semanas a ler ficção científica. Saramago incluído. O desafio consiste em ler, pelo menos, 1 autor/a por continente. Vou para a biblioteca e descubro que a Doris Lessing escreveu uma série de ficção científica. #nobelwomen :)

    Num outro desafio, procuro ler uma mulher indígena. Descubro Louise Erdrich que publicou o Casa Redonda que foi National Book Award, finalista do Pulitzer, entre outros.

    No NetGalley, descubro o livro de poesia contemporânea This Wound is a World, de Billy-Ray Belcourt. Magnífico.

    Tantos e tão bons livros...

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    1. Gosto muito da ideia de sair da zona de conforto; infelizmente, raras vezes o faço!

      Recomendo muito O Nervo Óptico: havendo na melhor biblioteca do mundo, recomendo ainda mais :)

      Também ainda não cheguei a Ferrante! Mas adquiri as Crónicas do Mal de Amor, por recomendação de uma amgia querida.

      Ainda não li Doris Lessing! Tenho o Golden Notebook à minha espera há anos, na estante. Também não conheço Louise Erdrich... de facto, e especialmente em termos de diversidade, nada bate os desafios. Actualmente estou no meio de muita coisa, e a leitura sai muito lenta, infelizmente.

      Tantos, tão bons livros - e tantos ainda por descobrir!

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  5. Bem, que lista!

    Estou para ler o Banquete há que tempos, mas não sei se compro nessa edição. Estou habituada às traduções das edições 70 e até agora não me têm deixado ficar mal.

    Entretanto acho que sou a única pessoa no mundo que não está interessada em ler o The Testaments...(não adorei propriamente o The Handmaid's Tale).

    Tinhas-me perguntado noutro post sobre o Estrangeiro - olha, não gostei, porque senti que aquilo era tudo demasiado absurdo para mim. Acabei de ler e pensei, hum o que foi isto? Mas, lá está, talvez seja por isso que muitos gostam e não digo que não tinha sido pura e simplesmente mau timing. Quero dar outra hipótese ao Camus com o Mito de Sísifo, que parece ser mais a minha praia.


    Espero que essas mudanças a nível pessoal sejam positivas e esteja tudo bem contigo. :)

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    1. E mais novidades haverá que não sei ainda...

      O Banquete li há mais de dez anos, numa edição Europa-América (ui!). Há Edições 70? Se calhar para o ano meto-me nisso.

      Eu gostei do The Handmaid's Tale e estou curiosa para como irá continuar - é mais isso. Tenho outros Atwood na estante para ler, num futuro muito mais próximo do que aquele em que lerei o The Testaments...

      Compreendo isso do absurdo, mas eu adorei :) o facto de as pessoas julgarem tanto, atribuírem tanto significado a actos tão básicos e impensados como beber um café no dia do funeral da mãe, e de, no fundo, tanta coisa não nos fazer sentido. É um livro extremo, sim, e absurdo, mas por isso mesmo gostei. Entretanto, O Homem Revoltado já cá chegou!

      Está tudo bem :) atribulado mas bem! Mudanças apenas algo abruptas, mas necessárias :)

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  6. Excelente lista de desejos. Deixa-me, até, (quase) envergonhada que não conheço a maioria do que aí está :)
    Boas leituras

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    1. Em rigor da verdade, o único da lista que conheço é O Banquete, porque o li há 14 anos :) de resto, não sou pessoa de acompanhar muito os lançamentos e a "nova época" de Setembro - mas Maria Judite de Carvalho, Mia Couto e Albert Camus são autores que considero essenciais!

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