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Livros para oferecer no Natal

Porque dar livros é fixe.


Em vez de fazer um típico "para a mãe", "para o pai", "para o afilhado", "para o periquito", decidi juntar alguns temas. E porque este post foi meio encomendado, deixo, desde já, outras listas de recomendações por aqui publicadas:


Seguem as minhas recomendações. Link para livro em português, quando está disponível - aproveito para indicar que o link é para a WOOK, que está com descontos de 20%-50% em todos os livros neste momento.



Lucas Scarpone, de Álvaro Magalhães - Colecção de aventuras sobrenaturais numa terra de gatos antropomórficos com um subtom italiano. Para quem não desistiu ainda dos livros com muitas imagens (transição ideal, pois todas as páginas são ilustradas, coloridas, mas repletas de texto), ou para quem gosta de gatos, de fantasmas ou de vampiros. Podem comprar aqui.

Grandes Vidas Portuguesas (vários autores) - Colecção magnífica da Pato Lógico, sobre figuras ilustres e importantes da nossa história, como José Saramago, Ana de Castro Osório, Aristides de Sousa Mendes ou o Soldado Milhões. Todos os volumes são ilustrados, didáticos e apelativos. Até agora, só li o volume sobre a Marquesa de Alorna, que podem comprar aqui.

Histórias de Adormecer para Raparigas Rebeldes, de Elena Favilli - Os livros que andam nas bocas do mundo. Para rapazes e raparigas, para todos os que queiram figuras inspiradoras nas suas vidas. Ainda só li o primeiro volume, mas já existe o segundo, que traz mais cem histórias de vida. Podem comprar aqui e aqui.



Ms. Marvel, de G Willow Wilson - Uma novela gráfica da Marvel, porque todos (e todas) os adolescentes podem ser super-heróis, independentemente da sua idade, género, etnia, religião, ou do quão geeks são. Mesmo quando não são louros, altos e fisicamente perfeitos. Podem comprar o primeiro volume aqui.

To Kill a Mockingbird, de Harper Lee - Enorme clássico sobre crescer nos EUA na década de 1960, com temas como racismo, justiça, preconceitos, compaixão, moral e família. Soa aborrecido? Não é.  Bónus: uma das personagens é inspirada em Truman Capote, amigo de infância da autora. Podem comprar aqui.

The Catcher in the Rye, de JD Salinger - Há quem adore, há quem odeie. Pessoalmente? Sou fã assumidíssima do Holden Caulfield, dos seus dramas existenciais, e de não contar nada a ninguém antes que fique com saudades de tudo e de todos. Podem comprar aqui.



Isso Não Pode Acontecer Aqui, de Sinclair Lewis - Distopia absolutamente brilhante sobre a ascensão de um ditador populista ao poder nos EUA. Livro escrito, atenção, na década de 1930, inspirado na campanha de Huey Long, e não no actual presidente do país. Podem comprar aqui.

Maus, de Art Spiegelman - Uma das mais marcantes memórias do Holocausto, destacando-se das demais por ter sido não apenas escrita, mas desenhada pelo filho de um sobrevivente. O pai de Art debate-se não só com as memórias da guerra, mas com a sua nova vida num novo país. Podem comprar aqui.

Afirma Pereira, de Antonio Tabucchi - Pereira, jornalista obeso e viúvo, dá por si mais envolvido do que gostaria na política portuguesa, em plena década de 1930. Pereira relata os acontecimentos a um narrador que não conhecemos, afirmando várias coisas - afirmando também a sua posição. Podem comprar aqui.



A Guerra das Salamandras, de Karel Capek. Nesta obra de um autor checo (país sem acesso ao mar, note-se), o ser humano descobre a existência de salamandras dotadas de inteligência e decide utilizar estes seres para seu próprio proveito. Noções sociais e políticas brilhantemente construídas. Podem comprar aqui.

Descender, de Jeff Lemire - Um robot, TIM-21, e os seus companheiros, lutam pela sobrevivência num mundo em que os andróides não podem mais existir e há caçadores de recompensas em todo o lado. Homem contra máquina. Podem comprar o primeiro volume aqui.

Jurassic Park, de Michael Crichton - o livro que deu origem ao clássico dos cinemas. Dinossauros, bioengenharia, a vontade do homem em ser Deus, uma ilha (estar rodeado de água, não poder fugir). Podem comprar em inglês aqui.



Gone with the Wind, de Margaret Mitchell - Já recomendei este livro tantas vezes, que não sei por que é que ainda insisto... esperem, sei sim: porque é brilhante. É a epopeia de uma mulher que se depara com a guerra civil, com tensões raciais, que dá tudo o que tem e o que não tem para sobreviver e proteger aquilo que é dela. Podem comprar em inglês aqui.

Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas - Outro calhamaço histórico, de facto, a muito conhecida história de D'Artagnan e os seus companheiros de duelos de espada, guerras e segredos e conflitos na corte de Louis XIII. Séc. XVII, conflitos com Inglaterra, um dos maiores estrategas da história da diplomacia e os tempos em que o Louvre era um palácio habitado. Podem comprar aqui.

Correr, de Jean Echenoz - A biografia ficcionada de um atleta que viveu a II Guerra Mundial e o clima da Guerra Fria num país bloqueado pela cortina de ferro. Além da história destes dois conflitos, da história do atletismo e vários eventos desportivos, aprende-se um pouco sobre a República Checa (ou Checoslováquia, à data) do séc. XX. Podem comprar aqui.



A Sangue Frio, de Truman Capote - A obra que criou o jornalismo literário. Truman Capote decide investigar o homicídio da família Clutter, aproximando-se, para esse fim, dos culpados do crime, relatando ao público as suas vidas, os seus motivos, e a noite em que tudo aconteceu. Podem comprar aqui.

Frida Kahlo, de María Hesse - Uma biografia não muito detalhada, é certo, mas repleta de ilustrações lindíssimas. Essencial para quem adore a artista (não essencial para aqueles cujo objectivo é conhecer a fundo a sua vida, havendo livros mais indicados para esse fim). Podem comprar aqui aquele que é o livro mais bonito da minha estante.

Freakonomics, de Stephen J. Dubner e Steven Levitt - O livro que torna economia uma ciência divertida e acessível, numa abordagem socioeconómica de questões como a criminalidade, corrupção, ciclo de pobreza, tráfico de droga e assimetria de informação. Podem comprar aqui.



A História de Uma Serva, de Margaret Atwood - Agora que toda a gente já viu a série, e que a autora até declarou que vai sair uma sequela para o ano, é a altura ideal de oferecer esta distopia na qual os homens têm controlo sobre o corpo das mulheres e a reprodução. Esperem, eu disse distopia, certo? Podem comprar aqui.

As Vantagens de Ser Invisível, de Stephen Chbosky - Livro juvenil sobre um jovem tímido que tem de aprender a relacionar-se com o mundo, até que conhece dois irmãos de quem se torna amigo... e eventualmente confronta aquilo que motiva a sua ansiedade. Podem comprar aqui.

Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez - As sete gerações da família Buendía, numa confusão de Josés Arcádios e Aurelianos, a matriarca Úrsula, solidão, incesto, guerra civil, profecias ciganas, longevidade bizarra e formigas. Podem comprar aqui.



Maria Judite de Carvalho - Já se terão apercebido que esta é a minha autora preferida, que recomendo a toda a gente, precisamente por achar que todos conseguirão retirar algo dos contos e novelas desta autora. A Minotauro está a reeditar toda a sua obra, e podem aproveitar para comprar o primeiro volume da colecção (que já vai em três volumes editados) aqui.

Jorge Amado - Nunca li um livro deste autor que não tenha adorado. Seja crítica social, seja crítica política, sejam condições das mulheres, a cusquice típica das vilas e aldeias, o progresso social, as condições de pobreza, o comunismo, ou mesmo a belíssima história de amor do Gato Malhado e da Andorinha Sinhá, Jorge Amado tem um livro para todos. Podem descobrir a sua obra aqui.

Viktor Frankl - O livro que mais me marcou foi a memória de sobrevivência ao Holocausto deste psiquiatra austríaco. A forma como procurou, na adversidade, a força para resistir, e o modo como este evento o levou a procurar ajudar os outros, é absolutamente inspirador. Podem comprar aqui.


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